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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

'Chamava de pai': tio preso por morte de menina admite agressão no RS.

Samylle Valentina, de 4 anos, já apresentava ferimentos dias antes de morrer em Porto Alegre. O companheiro da tia, tratado pela menina como pai, foi preso e admitiu agressões; a polícia afirma que a versão dele não explica as lesões.

Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, tratava como figura paterna o homem que agora está preso durante a investigação de sua morte em Porto Alegre. Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, companheiro da tia da menina, participava da rotina da criança havia cerca de dois meses.Segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pela investigação, o vínculo entre os dois era próximo. "A menina gostava muito dele e inclusive chamava ele de pai", afirmou. Nicolas foi preso preventivamente na quinta-feira (20). Em depoimento, admitiu ter batido em Samylle e afirmou que as agressões ocorreram depois que a menina fez cocô na roupa. Ele disse ter dado "umas palmadas com intuito de correção no bumbum da menina em razão dela ter feito cocô nas calças". Para a Polícia Civil, no entanto, essa versão não explica a quantidade nem a gravidade dos ferimentos encontrados no corpo da criança. Samylle morreu na madrugada de segunda-feira (17). Ela foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste da capital gaúcha, já sem vida e apresentando hematomas. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte. Profissionais da unidade de saúde acionaram a polícia após identificarem sinais de violência. Nicolas deixou a UPA antes da chegada dos agentes. A tia permaneceu no local, prestou depoimento e, até o momento, é considerada testemunha. "A investigação vai dizer se essa violência foi proposital, se ela foi vítima de maus-tratos, se ela foi vítima de tortura, se ela foi espancada ou se foi alguma queda", afirmou o delegado André Mociaro, diretor da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), nos primeiros dias da apuração. Segundo ele, os médicos haviam relatado "sinais visíveis de agressão".Férias e eventos sazonais Ferimentos foram percebidos antes da morte As lesões no corpo da menina já haviam chamado a atenção da família dias antes. Em 9 de agosto, durante um encontro de Dia dos Pais, os avós maternos perceberam ferimentos em Samylle. A explicação recebida naquele momento foi a de que ela havia sofrido uma queda. Quatro dias depois, em 13 de Agosto, a tia procurou a Defensoria Pública para buscar orientação sobre a obtenção da guarda definitiva da sobrinha. Ela foi instruída a reunir documentos, mas não retornou antes da morte da criança.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.

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