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terça-feira, 15 de setembro de 2026

CÂMARA DOS DEPUTADOS EX DEPUTADO FEDERAL

Ex-deputado federal Philemon Rodrigues morre aos 94 anos.

O ex-deputado federal Philemon Rodrigues morreu no último sábado (12), aos 94 anos de idade. Pastor e teólogo, ele exerceu na Câmara dos Deputados dois mandatos por Minas Gerais na década de 1990 e um pela Paraíba, na década de 2000. Inicialmente assumiu como suplente uma cadeira de deputado federal, entre 1994 e 1995. Depois, foram três mandatos como titular, dois deles filiados ao PTB por Minas (entre 1995 e 2002) e um ao PL pela Paraíba (entre 2003 e 2007). Entre as funções desempenhadas na Câmara está a de presidente da Comissão de Viação e Transportes, em 2004. Trajetória Nascido em 19 de Junho de 1932, em Mamanguape (PB), Philemon Rodrigues foi pastor da Assembleia de Deus e missionário evangélico na Bolívia (1964-1969) e na Espanha (1970-1975). Na década de 1980, participou da construção do Templo Arca, um dos símbolos do município de João Monlevade (MG). Entre os cargos públicos que ocupou estão os de diretor-administrativo, secretário-adjunto e superintendente de Planejamento e Orçamento na Secretaria de Educação de Minas Gerais, além de diretor administrativo e financeiro no Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG). Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Pesquisa apresentada no Conselho de Comunicação aponta alta taxa de depressão entre jornalistas.

Profissionais também sofrem com estresse, insônia e assédio moral; tema foi debatido em reunião do conselho nesta segunda-feira.

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, nesta segunda-feira (14), no Senado. O levantamento foi elaborado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A intenção foi traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos jornalistas, em aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, assédio digital, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho. A amostra foi composta por 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados sofrem com estresse e 47,9% têm insônia. Assédio moral A coordenadora de Comunicação da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, apontou uma naturalização do assédio moral dentro das redações. "Quando se considera 'pelo menos uma vez', foram 37% de relatos de casos entre os respondentes. Quando o critério leva em conta 'duas vezes ou mais', foram 26%", alertou. O secretário-adjunto de Saúde e Segurança da Fenaj, Norian Segatto, lembrou que o advento das novas tecnologias intensificou a pressão sofrida pelos jornalistas. "Nas grandes redações, as equipes de métrica, aquelas que medem quantos likes se dão, às vezes são maiores que a própria redação. E as pessoas são cobradas não pela qualidade da matéria que filmaram, mas por quantos likes ela recebeu. O chefe vai lá e fala: Olha, tua matéria deu menos de mil likes, você precisa mudar", lamentou. Para Segatto, o estudo pode influenciar não só em futuras negociações sindicais, mas também em novas leis que protejam os trabalhadores da comunicação.Para Samira de Castro, presidente da Fenaj e conselheira do CCS, o adoecimento mental não pode ser tratado como uma questão individual dos trabalhadores, e sim da organização e das condições de trabalho, incluindo jornadas prolongadas, pressão por produtividade, assédio, falta de autonomia profissional e violência digital. Ataques a mulheres A presidente do CCS, Patrícia Blanco, repudiou ataques que vêm sendo dirigidos a jornalistas, especialmente mulheres. Ela apontou palavras de baixo calão, insultos e banalização da violência sexual nesses ataques. "Reforçamos que os insultos e a banalização da violência sexual configuram discurso de ódio, que não está protegido pela liberdade de expressão, como já decidiram a ONU [Organização das Nações Unidas] e o STF [Supremo Tribunal Federal], por afrontar a dignidade da pessoa humana e incitar diretamente a discriminação, a hostilidade e a violência", afirmou.Patrícia Blanco lembrou que a Coalizão em Defesa do Jornalismo, grupo de entidades do setor, tem feito um monitoramento de violência contra jornalistas no período eleitoral. O primeiro relatório, alertou, mostra que, em duas semanas do período eleitoral, houve mais de 2,6 mil ataques contra jornalistas, dois terços deles voltados contra mulheres. Moção de aplauso Os conselheiros aprovaram moção de aplauso à ativista Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora institucional da organização Código Não Binário. Ela foi indicada entre as 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial de 2026 pela revista americana Time. Veronyka é responsável pelo desenvolvimento da TybyrIA, modelo de inteligência artificial de código aberto criado para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+. O nome é uma homenagem a Tibira do Maranhão, indígena tupinambá executado em São Luís em 1614 e considerado por entidades LGBTQIA+ a primeira vítima registrada de homofobia no Brasil colonial. "A inclusão amplia o reconhecimento internacional de um olhar sobre a inteligência artificial construído a partir do Sul Global, dos movimentos sociais e das comunidades atingidas por essas tecnologias", avaliou o conselheiro do CCS Caio Loures, representante das categorias profissionais de cinema e vídeo e autor da moção. Próximas reuniões Os conselheiros aprovaram o pedido de uma audiência pública sobre educação midiática e letramento digital, a ser realizada em novembro. A próxima reunião do Conselho de Comunicação Social está marcada para 5 de outubro, às 14 horas. Com informações da Agência Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Cientista político destaca que eleitorado está ficando mais velho.

Entre 2022 e 2026, houve crescimento de 4,56 milhões no número de brasileiros com 60 anos ou mais, totalizando 37,45 milhões de pessoas.

Mais de 158 milhões de eleitores poderão ir às urnas em 4 de Outubro. Em relação às eleições gerais de 2022, são 2,2 milhões de eleitores a mais. Em entrevista à Rádio Câmara, o cientista político Carlos Oliveira destaca outro aumento: o da idade dos eleitores. “A gente passou a ter um eleitorado um pouco mais maduro. O perfil do eleitor que começou a crescer mais é dos 45 anos para frente. E isso retrata o próprio perfil da população brasileira, que tem envelhecido”, disse. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2026, o eleitorado está mais concentrado nas idades adultas e com crescimento maior entre os mais velhos. A faixa entre 40 e 44 anos (15,9 milhões) representa 10,08% do eleitoral nacional. Em seguida, vêm as faixas de 45 a 49 anos (15,271 milhões); de 35 a 39 anos (15,262 milhões); de 30 a 34 anos (15,178 milhões); e de 25 a 29 anos (14,9 milhões). As pessoas de 60 anos ou mais tiveram um crescimento de 4,56 milhões entre 2022 e 2026, totalizando 37,45 milhões de pessoas, ou 23,6% do eleitorado. Na faixa entre 21 e 34 anos houve queda: de 43,8 milhões de eleitores em 2022 para 41,037 milhões em 2026. Queda entre jovens Entre os mais jovens, com 18 anos ou menos, houve uma queda de 606 mil registros em relação a 2022. Nessa faixa etária, o voto não é obrigatório. Para Carlos Oliveira, o incentivo desses adolescentes para ir às urnas vem, geralmente, de um engajamento político da própria família ou amigos. “Se a mãe, o pai ou os colegas são muito engajados politicamente, e o jovem está naquele ambiente, a probabilidade de ele tirar o título e votar é maior,” disse. Mais de 70 anos O engajamento na política também é o que costuma mobilizar outra faixa etária cujo voto é facultativo: a dos eleitores com mais de 70 anos. “Pesquisas na Europa mostram que, se essas pessoas normalmente eram engajadas politicamente antes, elas vão continuar votando. Então, pessoas que já tinham muito interesse por política, que se viam representadas, continuam tentando participar da democracia através do voto. E um outro dado interessante, também na União Europeia, é que se o idoso tiver um neto, um bisneto que convive muito com ele e que goste de política, normalmente esse neto e bisneto acaba levando esse idoso a votar. Então, não é algo do momento dele”, explicou o cientista político.Voto feminino Outro dado destacado por Carlos Oliveira se refere à participação das mulheres no eleitorado. Elas são 52,8% dos eleitores, mas ainda não são maioria entre candidatos e entre eleitos. Para o estudioso, a legislação mais recente, desde a redemocratização, tem buscado fortalecer a participação feminina. Mas a ampliação das mulheres na política depende, segundo ele, de uma conscientização geral na sociedade. “Quando chegam em casa, normalmente as mulheres dedicam na média, no mundo inteiro, 3 horas a mais de trabalho do que os homens. E aí eu acho que às vezes muitas delas têm uma liderança incrível, têm uma capacidade, têm possibilidade de contribuir muito com a sociedade, mas elas precisam de um apoio também”, destaca. Confira a página especial da Câmara sobre as Eleições 2026 Segundo Carlos Oliveira, o eleitorado brasileiro, na média, ainda não faz uma relação direta entre os eleitos e as políticas públicas em construção por governos e parlamentos. Mas ele destacou que essa conscientização pode aumentar, especialmente se o eleitor perceber o papel da política em sua vida diária. “A política é fundamental. O ideal, quando a gente vai votar, é não pensar só na gente – a gente tem que pensar no todo. Então, se você pensa no todo e você acredita numa ideia, acha que aquela ideia vai ser melhor ao longo dos anos, a gente não pode pensar só no momento. O que eu não posso é desistir, porque para a maior parte da população ter direito ao voto foi uma luta muito grande”, defendeu. Neste ano, os eleitores brasileiros vão votar para presidente, governador, deputados estaduais ou distritais, deputados federais e senadores. Fonte: Agência Câmara de Notícias






CÂMARA DOS DEPUTADOS Cientista político avalia que propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV ajuda indecisos.

A avaliação é do cientista político e professor da UERJ João Feres, em entrevista à Rádio Câmara.

A propaganda eleitoral no rádio e na TV continua importante para apresentar as propostas dos candidatos, especialmente aos eleitores indecisos. A avaliação é do cientista político João Feres, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Em entrevista à Rádio Câmara, Feres afirmou que a propaganda nesses meios perdeu parte do impacto, mas ainda cumpre um papel relevante na decisão do voto. As inserções eleitorais em rádio e televisão seguem até três dias antes das eleições. Em levantamento realizado antes do início da propaganda eleitoral, a Pesquisa BTG/Nexus mostrou que 68% dos eleitores pretendiam acompanhar a propaganda no rádio e na TV. Segundo João Feres, levantamentos separados por viés ideológico do eleitor mostram que a importância da propaganda no rádio e na TV é maior para os indecisos. “Ou seja, são pessoas que estão buscando informação política para decidir o voto. Isso é importante porque mostra que o horário eleitoral está cumprindo seu papel principal”, afirmou. Na avaliação do pesquisador, os candidatos procuram passar pelo rádio e pela TV uma imagem mais propositiva e com menos ataques a adversários. “Geralmente, os candidatos tendem a aparecer mais bonzinhos no horário eleitoral gratuito, a não ser que tenham razões para atacar. E eles reservam os ataques, inclusive, para pessoas do apoio deles. As pesquisas mostram que os eleitores não gostam muito de candidato que ataca diretamente o outro”. Estratégias diferentes De acordo com João Feres, a linguagem e as estratégias variam conforme a plataforma, seja nas redes sociais ou nos grupos de mensagens fechados. O Facebook, segundo ele, tem maior acesso entre pessoas mais velhas. O Instagram é coisa de jovem. A propaganda negativa preferem fazer por WhatsApp, especialmente em grupos fechados. "É mais difícil você, inclusive, caracterizar crime eleitoral, porque fica em grupos privados. Então, tem várias estratégias de campanha,” explicou o cientista político. Menos tempo de campanha A minirreforma eleitoral de 2015 (Lei 13.165/15) diminuiu o tempo de propaganda no rádio e na TV de 45 para 35 dias e o das campanhas como um todo de 90 para 45 dias. Uma das intenções era reduzir os gastos de campanha. Em 2015, as empresas também ficaram proibidas de doar recursos a candidatos e partidos. Para João Feres, as mudanças não conseguiram gerar os efeitos desejados e foram desastrosas para a saúde da democracia brasileira. "As pessoas só têm chance de discutir os destinos da nossa nação, do governo, do seu estado, de quatro em quatro anos. Foi uma coisa muito drástica. E a gente gasta muito recurso com eleição". Na avaliação dele, o fundo eleitoral destinou mais recursos aos partidos, que precisam gastá-los em um período mais curto. "É claro que os partidos vão fazer o possível para passar a mensagem no tempo que lhes couber, mas tem gente que fica com muito pouco tempo e quase acaba não tendo praticamente exposição ao eleitorado por meio da propaganda eleitoral", criticou. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto torna obrigatória aula de educação alimentar para crianças e adolescentes.

A proposta prevê uma aula semanal, no mínimo, integrada ao projeto pedagógico das unidades; texto está em análise na Câmara.

O Projeto de Lei 2339/26 torna obrigatória em todas as escolas a disciplina de Educação Alimentar e Nutricional na educação básica, que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. A proposta prevê uma aula semanal, no mínimo, integrada ao projeto pedagógico das unidades. Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, as aulas serão ministradas exclusivamente por nutricionistas com registro ativo no Conselho Regional de Nutricionistas. Nas escolas privadas, será proibida a cobrança de taxa adicional. “A obesidade infantil representa, atualmente, um dos mais graves desafios de saúde pública do Brasil e do mundo”, disse o autor da proposta, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), ao comentar o impacto da mudança para a saúde pública.Conteúdos e avaliações O projeto estabelece que os conteúdos curriculares abordarão, entre outros pontos, o "Guia Alimentar para a População Brasileira", o consumo de produtos in natura, a segurança alimentar e a prevenção de transtornos alimentares. As escolas terão prazo de dois anos para se adaptarem às regras – nas cidades com menos de 20 mil habitantes, até três anos. O texto prevê avaliações periódicas pelos ministérios da Educação e da Saúde sobre o estado nutricional dos alunos. Próximos passos O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS EX DEPUTADO FEDERAL

Ex-deputado federal Philemon Rodrigues morre aos 94 anos. O ex-deputado federal Philemon Rodrigues morreu no último sábado (12), aos 94 anos...