CONTRA COVID 19 "COVID MATA"

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terça-feira, 16 de junho de 2026

Lavar não basta: o que ninguém te conta sobre o alimento que você compra.

A especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize defende uma mudança de mentalidade que pode parecer pequena, mas tem efeito profundo.

Todos os dias, milhões de brasileiros tomam, sem perceber, uma das decisões mais importantes para a própria saúde. Não acontece no consultório médico nem na academia.Acontece no corredor do supermercado, em frente a uma prateleira, com um produto na mão e poucos segundos para decidir. É ali, no gesto banal de colocar um item no carrinho, que se define boa parte do que vai parar no prato da família. O problema é que esse gesto ficou complexo. As gôndolas oferecem mais opções do que nunca, os rótulos competem por atenção com promessas cada vez mais sofisticadas, e as decisões precisam ser rápidas. Enquanto isso, os alertas se acumulam: monitoramentos apontam resíduos de agrotóxicos acima do esperado em alimentos in natura, órgãos sanitários suspendem lotes de produtos processados por contaminação, e investigações revelam fraudes em itens tão comuns quanto o azeite e o café da manhã. Diante desse cenário, a especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize defende uma mudança de mentalidade que pode parecer pequena, mas tem efeito profundo. "Nós aprendemos a cuidar da comida depois que ela chega em casa. Lavamos, cozinhamos, guardamos na temperatura certa. Tudo isso importa, mas é a segunda metade do jogo", afirma. "A primeira metade, a que quase ninguém disputa com atenção, acontece no supermercado. O consumidor que entende isso para de ser passageiro e assume o volante da própria alimentação." Hortifrúti: o mito da lavagem milagrosa Frutas, legumes e verduras são, ao mesmo tempo, os alimentos mais recomendados por médicos e os que mais concentram resíduos de agrotóxicos. Itens como tomate, pimentão, alface, beterraba, goiaba, alho e abacaxi aparecem com frequência no topo das listas de atenção dos monitoramentos nacionais. E é justamente sobre eles que circula um dos equívocos mais comuns da cozinha brasileira. "Existe uma crença quase universal de que lavar bem resolve o problema do agrotóxico. Isso é meia verdade, e meia verdade na segurança dos alimentos pode ser perigosa", explica Paula Eloize. "Muitos desses resíduos são sistêmicos. Isso significa que a planta absorve a substância e ela passa a circular dentro do alimento, na polpa, não apenas na superfície. Você pode esfregar o tomate por dez minutos que parte do resíduo continua lá dentro."A especialista é categórica em afastar o pânico, e aqui está um ponto que ela faz questão de reforçar. "O risco de cortar frutas e verduras da alimentação é incomparavelmente maior do que o risco dos resíduos. Ninguém deveria deixar de comer hortifrúti por medo. A resposta não é parar de consumir, é consumir com inteligência." E o que seria consumir com inteligência, na prática? "Três movimentos simples", lista ela. "Primeiro, diversificar. Quando você varia entre diferentes frutas, legumes e fornecedores, dilui a exposição em vez de concentrar sempre nos mesmos itens. Segundo, valorizar a procedência. Produtor que comprova origem, feira que você conhece, marca que oferece rastreabilidade, tudo isso pesa. Terceiro, higienizar corretamente em água corrente, sabendo que esse passo reduz a parte superficial e a contaminação por manuseio, mas não é uma varinha mágica. A escolha na hora da compra é mais decisiva do que a lavagem na pia." Produtos processados: o que a embalagem está tentando te dizer Conservas, enlatados, polpas de fruta, laticínios e fórmulas infantis trouxeram praticidade para a rotina, mas exigem um olhar treinado. Alertas recentes de órgãos sanitários já resultaram na suspensão de lotes por presença de materiais estranhos e por risco de contaminação microbiana, incluindo bactérias capazes de causar quadros graves. Para Paula Eloize, o consumidor tem mais ferramentas de defesa do que imagina, e quase todas estão na própria embalagem. "Antes de colocar uma conserva ou um enlatado no carrinho, o consumidor deveria fazer três perguntas em segundos. A embalagem está íntegra? A validade está adequada? O produto parece normal? Lata estufada, amassada justamente na emenda ou com sinal de vazamento não é pechincha, é risco. Pote de vidro cuja tampa não faz aquele estalo de vácuo ao abrir merece desconfiança."Ela chama atenção para o perigo do que não se vê. "O mais traiçoeiro na contaminação microbiana é que ela nem sempre muda o cheiro, a cor ou o sabor do alimento. A pessoa abre, parece tudo normal, e consome. Por isso os sinais da embalagem importam tanto, porque às vezes são a única pista disponível antes do problema." Há ainda um hábito que, segundo a especialista, separa o consumidor comum do consumidor consciente. "Acompanhar os comunicados da Anvisa deixou de ser coisa de técnico. Quando um lote é suspenso, a informação é pública e gratuita. Quem cria o hábito de ficar atento ganha tempo precioso, seja para devolver um produto que já comprou, seja para evitar a compra. Informação, nesse caso, é literalmente proteção." Fraudes: quando o rótulo promete o que o produto não cumpre Alguns alimentos atraem fraudes justamente por serem valiosos ou muito consumidos. Azeite de oliva e café estão entre os campeões de adulteração no país, em práticas que vão da mistura com óleos e ingredientes inferiores ao uso de aditivos não declarados. Para o consumidor, flagrar uma fraude no supermercado parece tarefa de detetive, mas Paula Eloize garante que existem sinais acessíveis. "O primeiro alerta quase sempre é o preço. Quando algo é bom demais para ser verdade, geralmente não é verdade", resume. "Um azeite extra virgem de qualidade tem custo de produção que simplesmente não cabe em determinadas promoções. Isso não significa que caro é sinônimo de bom, mas barato demais é, com frequência, sinal de que algo foi cortado no caminho."A leitura do rótulo, para ela, é uma habilidade que todo consumidor deveria desenvolver. "O rótulo é o documento de identidade do alimento. Aprender a lê-lo com calma transforma a compra. Desconfie de informações vagas, valorize marcas que detalham origem e composição, observe a embalagem com atenção. Transparência virou um diferencial, e o consumidor que recompensa quem é transparente está, na prática, educando o próprio mercado." O elo mais forte da cadeia é quem empurra o carrinho Por trás de cada alimento existe uma cadeia longa: produtores, transportadoras, indústrias, distribuidores, fiscais, laboratórios. Mas Paula Eloize insiste que o consumidor não é o fim passivo desse processo, e sim uma de suas peças mais poderosas. "A gente costuma achar que segurança dos alimentos é responsabilidade só de quem produz e de quem fiscaliza. É verdade que eles carregam a maior parte do peso. Mas o consumidor fecha o ciclo. Quando ele escolhe melhor, lê rótulo, cobra procedência e devolve um produto irregular, ele manda um sinal que sobe toda a cadeia. Mercado nenhum ignora cliente atento por muito tempo." E é nesse ponto que a especialista deixa a mensagem que considera mais importante. "Eu não quero que ninguém saia do supermercado com medo da própria comida. Medo paralisa e não protege. O que protege é consciência. Olhar a embalagem, conferir a validade, conhecer a origem, variar as escolhas e acompanhar os alertas oficiais. São cinco atitudes simples, que cabem na rotina mais corrida, e que juntas transformam uma pessoa comum no protagonista da própria saúde e da saúde de quem ela ama." Ela encerra com uma imagem que resume sua defesa. "A próxima vez que você empurrar um carrinho pelo supermercado, lembre que não está apenas fazendo compras. Está montando, item por item, a alimentação da sua família pela semana inteira. Poucas decisões do dia merecem tanta atenção, e poucas estão tão ao seu alcance."FONTE LIFESTYLE AO MINUTO NOTICIAS.

Policial é investigado por usar IA para "criar provas" no Reino Unido.

Foi aberta uma investigação criminal contra um agente da polícia britânica por suspeitas de uso de Inteligência Artificial para fabricar provas em diversos casos judiciais.

Um agente da polícia britânica está sendo alvo de uma investigação criminal após surgirem suspeitas de que teria recorrido a Inteligência Artificial (IA) para fabricar provas em diversos casos."Foi aberta uma investigação criminal devido a uma alegação de perversão da justiça após o suposto uso de sistema de IA por parte de um agente para criar material de prova em inúmeros casos", afirmou a polícia de Derbyshire, citada pelo The Guardian. "Estamos trabalhando em estreita colaboração com o Ministério Público no que diz respeito a quaisquer casos que possam ter sido afetados", acrescentou a autoridade. Para já a investigação ao agente, que não foi identificado, ainda está "na fase inicial" e não são conhecidos os tipos de casos que podem ter sido alvos de manipulação exterior nem o tipo de prova que pode ter sido criada. "O agente envolvido foi afastado das funções de primeira linha, enquanto se aguarda o resultado da investigação. Não foram efetuadas detenções", acrescentou a polícia. Enquanto isso, o Ministério Público britânico, ao mesmo meio de comunicação, confirmou que está decorrendo uma investigação devido "ao suposto uso de IA por um agente", mas recusa qualquer outro tipo de comentário, dado o estado ainda inicial das diligências. O caso surge após a Polícia Metropolitana de Londres (conhecida por Met) instalar um software para vigiar os agentes com base em dados a que a polícia tem acesso imediato. Ao longo de uma semana, em abril, o software revelou casos de pequenas infrações, como regras de teletrabalho, até casos de corrupção e até estupro. Após essa semana, foram detidos três agentes por crimes de abuso de autoridade para fins sexuais, fraude, agressão sexual, má conduta no exercício de funções públicas e utilização indevida dos sistemas policiais. Mais recentemente, contudo, o diretor do Centro de IA da Polícia do Conselho Nacional de Chefes de Polícia, Alex Murray, instruiu várias forças policiais a deixarem de utilizar sistemas de IA para preparar depoimentos judiciais e outras tarefas, afirmando que as ferramentas podem ainda não ser suficientemente fiáveis.FONTE TECH AO MINUTO NOTICIAS.

CÂMARA DOS DEPUTADOS Lideranças da Costa Verde fluminense relatam insegurança na Rio-Santos em debate na Câmara..

Vereadores de Angra dos Reis e Paraty apontaram problemas como iluminação precária, falta de manutenção e riscos de queda de árvores na rodovia.

Vereadores e lideranças da Costa Verde fluminense relataram clima de insegurança na rodovia Rio-Santos em debate nesta terça-feira (16) na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados. Vereadores de Angra dos Reis e Paraty citaram problemas como iluminação precária, falta de manutenção dos abrigos de passageiros e multas indevidas no sistema de pedágio automático. Um dos principais problemas apontados foi a falta de poda da vegetação. Neste ano, três pessoas da mesma família morreram após a queda de uma árvore na rodovia. Otávio Melo, representante da Motiva (antiga CCR), concessionária da rodovia desde 2022, afirmou que a empresa pretende retirar 2.800 árvores até o primeiro trimestre de 2027. O vereador de Paraty Laion Campos criticou a demora na execução das melhorias previstas. “Até quando a concessionária vai prestar o serviço adequado, instalar os pontos de ônibus corretos e garantir iluminação pública? Eles disseram que têm prazo até 2033. Quantas vidas serão perdidas em nosso município até lá?”, questionou.Bloqueios Autor do requerimento para a realização da audiência pública, o deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) questionou por que a concessionária tem adotado bloqueios temporários para lidar com deslizamentos de encostas, em vez de obras definitivas de contenção. O gerente de operações da concessionária, Rodolfo Borrel, explicou que as interdições fazem parte de um protocolo de segurança acordado com as defesas civis da região. Segundo ele, duas consultorias monitoram o clima em 27 segmentos da via, e o tráfego é interrompido preventivamente sempre que o acumulado de chuva se aproxima de 100 milímetros em 24 horas. O especialista de relações institucionais da concessionária, Otávio Melo, informou que investimentos iniciais de 350 milhões de reais foram feitos de forma emergencial, fora do contrato original, para estabilizar encostas após os temporais históricos de 2022. O contrato prevê investimentos de R$ 25,8 bilhões, incluindo a ampliação da rodovia para quatro faixas em cada sentido. Otávio Melo afirmou, porém, que as obras dependem de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Hoje estamos impedidos de iniciar novas frentes de obras, tanto na Via Dutra quanto na Rio-Santos, porque dependemos do licenciamento do Ibama. O processo demorou e agora estamos na fase de audiência pública para obter a licença e iniciar as obras”, afirmou.Revisão do contrato de concessão O superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fernando Bezerra, informou que os temas levantados na audiência vêm sendo discutidos em reuniões da agência com representantes da sociedade civil da região. Segundo ele, essas discussões vão subsidiar a revisão quinquenal do contrato. A ANTT deve concluir em 2027 a primeira revisão do contrato de concessão da rodovia Rio-Santos. O contrato do grupo Motiva foi assinado em 2022, tem duração de 30 anos e passa por revisões obrigatórias a cada cinco anos. Bezerra acrescentou que os contratos de concessão monitorados pela ANTT estão sendo adaptados para enfrentar eventos climáticos extremos. Reportagem - Silvia Mugnatto Edição - Geórgia Moraes Fonte: Agência Câmara de Notícias




CÂMARA DOS DEPUTADOS Motta afirma que projeto sobre fim da escala 6x1 será votado se a urgência não for retirada.

Presidente defendeu ainda a votação de propostas como a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que, se o governo não retirar a urgência da proposta que regulamenta o fim da escala 6x1 e a jornada de 40 horas semanais, o texto será votado hoje no Plenário. Motta quer desobstruir a pauta de votações. Segundo ele, o Palácio do Planalto informou que retiraria a urgência, mas, oficialmente, o pedido não chegou à Câmara. Ele quer votar o mesmo texto aprovado na PEC para que a proposta siga para o Senado. O presidente defendeu a aprovação de outras propostas, como a que regulamenta a inteligência artificial, o projeto que criminaliza a misoginia e o que aumenta o faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs). “Recebemos a informação de que a urgência seria retirada e que, com isso, conseguiríamos desobstruir a pauta. Como já aprovamos a PEC, entendemos que cumprimos a nossa missão. Agora, cabe ao Senado apreciar e aprovar a matéria. Se for necessário reapresentar o mesmo texto por meio de um projeto de lei, estamos dispostos a fazê-lo, porque queremos votar matérias importantes para o país”, afirmou o presidente em entrevista coletiva ao chegar à Câmara para comandar a reunião de líderes. Investigações Motta foi questionado por jornalistas sobre a informação de que o banqueiro Daniel Vorcaro havia pago diárias para o parlamentar em um evento em Lisboa, em 2024. Motta se disse tranquilo e afirmou que os órgãos de fiscalização estão trabalhando. “Tenho muita tranquilidade e defendo que as investigações possam ocorrer da forma mais isenta possível. Sempre defendi o pleno exercício da atividade parlamentar e conduzo a Presidência da Câmara com esse mesmo senso de responsabilidade. Por isso, essas colocações e eventuais vazamentos não me preocupam”, disse o presidente. Reportagem - Luiz Gustavo Xavier Edição - Wilson Silveira Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão Mista de Orçamento elege Domingos Neto para presidente.

Na semana que vem, serão apresentadas as indicações dos partidos para as principais relatorias do Orçamento de 2027.

A Comissão Mista de Orçamento elegeu o deputado Domingos Neto (PSD-CE) para presidir o colegiado neste ano. A comissão já tem 5 medidas provisórias de crédito extraordinário ao Orçamento de 2026 para analisar no valor de R$ 31,4 bilhões. Outros 14 projetos de crédito especial e suplementar no valor de R$ 2 bilhões também estão em pauta. Além dos créditos, deputados e senadores devem votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 (PLN 2/26) até o dia 17 de julho. A LDO fixa as regras para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. O deputado Domingos Neto, que foi relator do Orçamento de 2020, disse que confia na colaboração de todos para que os projetos orçamentários sejam analisados com celeridade. “A gente sempre tem uma cultura de se deliberar ao máximo por acordos e tenho certeza de que esse bom diálogo permanecerá com todas as bancadas. Em um Brasil dividido, ter uma eleição por aclamação já é uma demonstração de que existe possibilidade de se fazer sim acordo e diálogo quando o importante é se construir o melhor para o país” Domingos Neto anunciou que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu votar diretamente no Plenário do Congresso, na próxima quinta-feira, cinco projetos de lei orçamentários: PLN 1/26 – Modifica o Orçamento de 2026 para adequar o texto à reestruturação administrativa da Receita Federal. O objetivo é transformar funções gratificadas em funções comissionadas executivas. PLN 3/26 - Abre crédito suplementar no Orçamento de 2026, no valor de R$ 13,2 milhões, para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é assegurar políticas de fomento nas áreas de ciências biotecnológicas, agrárias e da saúde. PLN 6/26 - Abre crédito suplementar no Orçamento de 2026 de R$ 543,7 milhões, a maior parte para o financiamento de projetos pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. PLN 7/26 - Altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 para assegurar despesas com a realização no Brasil da Copa do Mundo feminina de 2027. PLN 13/26 - Abre crédito suplementar no Orçamento de 2026 de R$ 488,1 milhões para a participação brasileira em fundos de investimento internacionais. Na semana que vem, a comissão deve se reunir novamente para eleger os vice-presidentes e conhecer as indicações dos partidos para as principais relatorias do Orçamento de 2027. Reportagem - Silvia Mugnatto Edição - Geórgia Moraes Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Profissionais de saúde apoiam criação do Dia Nacional da Acupuntura.

Em debate na Câmara, eles disseram que a medida ajudaria a fortalecer a categoria e a ampliar a divulgação da prática no país.

O dia 22 de Novembro pode se tornar o Dia Nacional da Acupuntura e do Acupunturista no Brasil. É o que prevê o Projeto de Lei 5720/19, em discussão na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. Nesse mesmo dia, em 1987, foi fundada a Federação Mundial das Sociedades de Acupuntura e Moxabustão, uma técnica terapêutica da medicina tradicional chinesa que usa o calor gerado pela queima de uma erva para estimular pontos de acupuntura. A acupuntura é o conjunto de técnicas e terapias para estimular pontos específicos do corpo humano com agulhas, com o objetivo de manter o equilíbrio físico e mental. O pedido para a oficialização do Dia da Acupuntura em lei foi feito pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação da Acupuntura, pela Sociedade Brasileira de Acupuntura e pela Federação de Acupunturistas do Brasil e Práticas Integrativas. Segundo essas entidades, existem mais de 370 mil acupunturistas no país. Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (16), representantes do setor defenderam a criação da data comemorativa e sugeriram ampliar o projeto. O presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação da Acupuntura, Alexander da Silveira Assunção, propôs a criação da Semana Nacional da Acupuntura e da Medicina Tradicional Chinesa, entre os dias 16 e 22 de Novembro. Segundo ele, a medida ajudaria a fortalecer a categoria e a ampliar a divulgação da prática no país. A relatora da proposta, deputada Erika Kokay (PT-DF), concordou com a sugestão. Ela afirmou que pretende apresentar um substitutivo para incluir a semana comemorativa sem alterar a criação do Dia Nacional da Acupuntura e do Acupunturista em 22 de Novembro. Erika Kokay lembrou que a acupuntura é uma prática milenar amplamente utilizada no Brasil e oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A deputada também destacou que a realização da audiência pública atende à exigência da Lei 12.345/10, que determina consulta e debate público antes da criação de datas comemorativas nacionais. O projeto também recebeu apoio de representantes do Conselho Federal de Enfermagem e do Conselho Federal de Biomedicina. Regulamentação da profissão Desde 2026, a Lei 15.345/26 regulamenta o exercício profissional da acupuntura no Brasil. A norma permite que profissionais de outras áreas da saúde utilizem a acupuntura em seus atendimentos, desde que haja autorização dos respectivos conselhos profissionais. Nesses casos, o profissional deve concluir um curso de extensão específico,  oferecido por instituição de ensino reconhecida. Reportagem - Luiz Cláudio Canuto Edição - Geórgia Moraes Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte.

Proposta segue em análise na Câmara.

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3932/25, que destina parcela dos royalties devidos pela produção de petróleo e de gás natural para o custeio de tarifa zero no transporte coletivo urbano de passageiros. A proposta direciona os recursos excedentes das alíquotas básicas de royalties para que os municípios subsidiem o transporte público gratuito. O objetivo é garantir fontes complementares de financiamento para a mobilidade urbana. O relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), recomendou a aprovação. “O texto aperfeiçoa as políticas públicas de mobilidade urbana, pois o financiamento do transporte público coletivo constitui um dos maiores desafios”, disse o relator. Divisão dos recursos Hoje, no regime de concessão (Lei 9.478/97), os royalties equivalem a 11% da produção. Pelo texto aprovado, até 10% serão distribuídos conforme as regras atuais, enquanto a parcela excedente será destinada ao subsídio da tarifa zero. Já no regime de partilha de produção (Lei 12.351/10), em que a alíquota atual é de 16%, a distribuição tradicional será limitada a até 15% do valor da produção. A parte que ultrapassar esse limite será direcionada para o transporte gratuito. Impactos previstos Para o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), autor da proposta, a mudança é estratégica, pois assegura que a riqueza gerada por um recurso finito, o petróleo, seja revertida em benefícios sociais concretos e acessíveis a toda a população. Jilmar Tatto afirmou ainda que a gratuidade promove a inclusão social e facilita a mobilidade da população mais vulnerável. “O transporte coletivo resulta em uma menor emissão de poluentes, promovendo a sustentabilidade ambiental”, disse. Próximos passos O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Da Reportagem/RM Edição – Ana Chalub Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Votação de projeto que criminaliza a misoginia deve ser adiada para julho na Câmara.

Vice-líder da federação Rede-Psol afirma que o adiamento busca construir consenso com a oposição sobre liberdade religiosa.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), vice-líder da federação Rede-Psol, afirmou que a votação da proposta que criminaliza a misoginia deve ser adiada para a primeira semana de julho (PL 896/23). Segundo ela, nem a urgência nem o mérito do texto serão votados nesta terça-feira (16). Petrone explicou que a oposição é contra alguns dispositivos da proposta e não entende a urgência da medida. “Tem um tema mais sensível da liberdade religiosa que a oposição quer explicitar no texto, mas me parece que há um desejo da extrema direita de ter a liberdade para agredir mulheres. Nem no âmbito das igrejas é possível agredir mulheres. Isso não é de esquerda nem de direita, é da dignidade humana. Já chegamos a um texto possível, não o ideal”, afirmou. A deputada citou o caso da jovem que morreu após ser jogada de uma ponte sem corda em um salto de rope jump em São Paulo e que, depois de morta, foi atacada nas redes sociais. Segundo Talíria Petrone, a proposta apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho que debateu o tema, não é o texto ideal, mas o possível, e há um esforço para avançar na discussão. A misoginia é o menosprezo ou a discriminação contra a mulher em razão de sua condição – também descrita como ódio ou aversão a mulheres. A proposta em discussão na Câmara já foi aprovada pelo Senado e equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. O texto prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, visando combater discursos de ódio e discriminação baseada na crença de supremacia masculina. Reportagem - Luiz Gustavo Xavier Edição - Wilson Silveira Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão aprova proibição de cursos de graduação em saúde e educação física a distância.

O projeto de lei poderá seguir para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), proposta que proíbe a realização de cursos de graduação da área da saúde e de educação física na modalidade de ensino a distância (EaD).  O relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), apresentou parecer favorável ao substitutivo da antiga Comissão de Seguridade Social e Família ao Projeto de Lei 5414/16, do ex-deputado (atual senador) Rodrigo Pacheco. A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.  Orlando Silva ressaltou o direito à saúde, previsto na Constituição, e afirmou que os cursos da área exigem o desenvolvimento de habilidades que são ligadas ao contato direto com o paciente, materiais biológicos ou ambiente clínico. “O modelo EaD, mesmo que preveja momentos práticos, pode se mostrar deficiente em proporcionar experiência supervisionada indispensável para a segurança do paciente e a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de saúde”, defendeu Silva.Debate A deputada Chris Tonietto (PL-RJ), por outro lado, disse que a proibição pode prejudicar muitas pessoas.“Impedir a modalidade de ensino a distância pode ser um cerceamento da própria liberdade de muitos que querem adotar esse tipo de modalidade por situações específicas. Por exemplo, pessoas que trabalham fora, que talvez não tenham condições de estar ali na faculdade e podem muito bem querer adotar essa modalidade”, disse. Tonietto também disse que o Ministério da Educação pode fiscalizar a qualidade dos cursos.Já a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) se posicionou de forma contrária ao ensino a distância para esses casos. “O ensino a distância pode popularizar o acesso ao ensino superior, garantir uma ampliação do acesso à educação, mas, nos casos de saúde, é algo que eu não consigo compreender. Como é possível ter médico se formando por EaD, enfermeira se formando por EaD?”, questionou a parlamentar. Reportagem - Paula Bittar Edição - Geórgia Moraes Fonte: Agência Câmara de Notícias



CÂMARA DOS DEPUTADOS Governo retira pedido de urgência para projeto sobre redução da escala de trabalho.

Proposta estava trancando a pauta do Plenário da Câmara.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), informou que o requerimento que pede a retirada da urgência constitucional do projeto de lei do Executivo que trata da escala e da jornada de trabalho (PL 1838/26) foi apresentado ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Com isso, a pauta da Casa fica destravada. Pimenta afirmou que, a partir de agora, o governo vai trabalhar para regulamentar a proposta. “O pedido de urgência foi retirado, e a pauta não está mais trancada. Já houve um diálogo e foi formalizado o requerimento, e já o encaminhei ao presidente Motta. Portanto, esse tema não entrará na reunião de hoje do Plenário”, disse o líder. Frete rodoviário Em relação à Medida Provisória 1343/26, que assegura o cumprimento do valor mínimo para frete rodoviário, Paulo Pimenta afirmou que cancelou a reunião na qual seria apresentado o relatório. Ele é vice-presidente do colegiado (que ainda não tem presidente). Segundo Pimenta, o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), incluiu no parecer diversos temas que não estão ligados ao tema, como anistia a presos do 8 de janeiro e o cancelamento de multas de caminhoneiros por cargas em excesso. "É uma árvore de jabutis. O prazo é 16 de julho, e até lá tem tempo suficiente para votar a matéria”, disse. Ele afirmou que analisa ainda a possibilidade de retirar a tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o governo a usar receitas extraordinárias do setor de petróleo para compensar a redução de impostos federais (como PIS/Cofins) sobre a gasolina e o etanol (PLP 114/26). A medida busca atenuar os efeitos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, mas, diante da possibilidade de acordo entre os dois países, o governo pode não dar prosseguimento à tramitação. Paulo Pimenta, que é autor do PLP, disse que vai aguardar a assinatura do acordo antes de decidir sobre a retirada ou não do texto. Reportagem – Luiz Gustavo Xavier Edição – Ana Chalub Fonte: Agência Câmara de Notícias


Lavar não basta: o que ninguém te conta sobre o alimento que você compra.

A especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize defende uma mudança de mentalidade que pode parecer pequena, mas tem efeito profundo....