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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

FGTS: veja 15 situações em que a Caixa libera o saque do dinheiro.

Além da demissão sem justa causa e da aposentadoria, o trabalhador pode sacar o saldo do Fundo de Garantia em casos de compra da casa própria, doenças graves, calamidade pública e outras hipóteses previstas em lei.

Criado em 1966, após o fim da estabilidade no emprego, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entrou em vigor em 1967. Atualmente, é um dos principais fundos do país, considerado uma poupança do trabalhador e utilizado no financiamento da casa própria e de obras de saneamento básico.O fundo corresponde a um depósito mensal feito pelo empregador equivalente a 8% do salário do funcionário contratado pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O dinheiro só pode ser sacado em situações específicas, como aposentadoria, demissão e compra ou amortização das prestações da casa própria. O lucro do FGTS começou a ser distribuído pela Caixa Econômica Federal em 2017, com base no resultado obtido em 2016. Neste ano, os trabalhadores receberão R$ 13,042 bilhões, o equivalente a 89% do lucro registrado em 2025. No ano passado, o Fundo de Garantia teve resultado positivo de R$ 14,7 bilhões. Com a distribuição, a rentabilidade das contas ficará em 6,90%, o que representa ganho real de 2,53% acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou 2025 em 4,26%. O rendimento também cumpre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 5.090. O crédito representa um acréscimo de 1,87% sobre o saldo de cada conta. Para calcular quanto receberá, o trabalhador pode aplicar esse índice sobre o valor total disponível em Dezembro de 2025. Quem tinha R$ 1.000, por exemplo, receberá R$ 18,68. Para um saldo de R$ 100 mil, o valor distribuído será de R$ 1.868,34. Veja em quais situações o FGTS pode ser sacado Confira quais são: 1. Demissão sem justa causa O trabalhador pode sacar o saldo do FGTS quando é dispensado sem justa causa. Nessa modalidade, também recebe multa rescisória de 40% sobre o valor depositado pelo empregador. Em caso de demissão por acordo, a multa cai para 20%. 2. Aposentadoria Quem se aposenta pode retirar todo o saldo disponível. Caso continue trabalhando na mesma empresa, também pode sacar os novos depósitos feitos pelo empregador.3. Compra ou construção da casa própria O saldo pode ser utilizado para adquirir ou construir um imóvel residencial, desde que sejam cumpridos os requisitos previstos na legislação, como tempo mínimo de contribuição ao FGTS e ausência de outro imóvel nas condições estabelecidas. 4. Amortização ou quitação do financiamento imobiliário O trabalhador também pode usar os recursos para reduzir o saldo devedor, diminuir o valor das parcelas ou quitar o financiamento da casa própria. 5. Fim do contrato temporário Empregados contratados por prazo determinado têm direito ao saque quando o vínculo empregatício chega ao fim. 6. Saque-aniversário Quem aderiu a essa modalidade pode retirar parte do saldo todos os anos, no mês de aniversário. Em contrapartida, perde o direito ao saque integral em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas a multa rescisória. 7. Falência da empresa ou morte do empregador A rescisão do contrato motivada pela falência da empresa ou pelo falecimento do empregador individual também permite a retirada dos valores. 8. Culpa recíproca ou força maior Quando a Justiça do Trabalho reconhece culpa das duas partes ou caracteriza situação de força maior, o saque pode ser autorizado. 9. Calamidade pública, desastres naturais e situações de emergência Moradores de municípios atingidos por enchentes, deslizamentos ou outras situações reconhecidas oficialmente pelo poder público podem ter acesso ao saldo do fundo. 10. Suspensão do trabalho avulso Trabalhadores avulsos podem sacar o FGTS quando as atividades ficam suspensas por pelo menos 90 dias. 11. Morte do trabalhador Os dependentes habilitados ou herdeiros têm direito ao saque mediante apresentação da documentação exigida. 12. Idade igual ou superior a 70 anos Ao completar 70 anos, o titular da conta pode solicitar a retirada dos recursos. 13. HIV ou tratamento contra câncer O saque também é permitido quando o trabalhador ou um de seus dependentes é portador do vírus HIV ou está em tratamento oncológico. 14. Doença grave ou estágio terminal Pacientes com doenças graves previstas na legislação, ou em fase terminal, também podem retirar o saldo do FGTS, inclusive quando a enfermidade atinge um dependente. 15. Três anos consecutivos sem vínculo pelo regime do FGTS Quem permanece por três anos seguidos sem emprego com carteira assinada pode sacar o saldo disponível, respeitando as regras estabelecidas para a liberação.FONTE ECONOMIA AO MINUTO NOTICIAS.


CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto exige autorização judicial para crianças criadoras de conteúdo digital.

Proposta aplica aos meios digitais regra já prevista para espetáculos e atividades artísticas ou culturais.

O Projeto de Lei 457/26 exige autorização judicial para que crianças e adolescentes atuem na criação de conteúdo digital com fins econômicos. A medida abrange atividades recorrentes em redes sociais ou plataformas digitais. A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os objetivos são atualizar as regras de proteção integral diante das novas tecnologias e combater a exploração infantil. A legislação atual já exige a autorização da Justiça para a participação de crianças e adolescentes em espetáculos e atividades artísticas ou culturais. Pelo projeto, essa mesma regra deverá ser aplicada aos meios digitais, sem criar novas obrigações. JUSTIFICATIVA “Embora algumas atividades apresentem aparência de lazer ou entretenimento, a recorrência e a finalidade econômica aproximam-se do trabalho artístico”, disse o autor da proposta, deputado Raimundo Santos (PSD-PA), na justificativa do texto. Segundo o deputado, existem riscos na utilização habitual da imagem de crianças e adolescentes na publicidade, como o prejuízo escolar, a violação da intimidade, a exploração financeira e os danos ao desenvolvimento físico, psicológico e social. PRÓXIMOS PASSOS O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS MEDIDA PROVISÓRIA 1379/26

MP prevê R$ 18,5 bilhões em crédito para exportadores afetados por novo tarifaço dos EUA.

A Medida Provisória 1379/26 prevê um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional afetados pelo mais recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A MP viabiliza a terceira rodada do Plano Brasil Soberano, nome dado à iniciativa pelo Executivo. Dos R$ 18,5 bilhões, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. O montante do Tesouro é oriundo de valores não utilizados no Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais e, por isso, segundo o governo, não deve gerar impacto no resultado primário das contas nacionais. Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como a guerra entre EUA e Irã. Setores considerados estratégicos também foram incluídos. As linhas poderão ser utilizadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de abertura e prospecção de mercados. Entre os setores beneficiados estão agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, florestas plantadas, mineração, indústrias químicas e farmacêuticas, fertilizantes, setor têxtil, máquinas e equipamentos e setor automotivo. A MP, que será apreciada por deputados e senadores em uma comissão mista, tem validade até 19 de setembro. Os parlamentares têm até 10 de agosto para apresentar emendas. A partir de 5 de setembro, ela entra em regime de urgência, trancando a pauta de votações. Com informações da Agência Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Lei cria título para municípios com políticas voltadas às pessoas idosas.

Reconhecimento vale por três anos e será concedido a municípios com políticas de envelhecimento ativo e inclusão social.

Municípios que desenvolvem políticas para garantir um envelhecimento ativo e um tratamento digno às pessoas idosas poderão receber o título de Cidade Amiga da Pessoa Idosa. O reconhecimento foi criado pela Lei 15.476/26, publicada na sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor. A lei tem origem no PL 2119/19, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com alterações, em 2023, retornou à Câmara dos Deputados e foi aprovado pelos deputados em junho. Depois disso, seguiu para sanção. Pompeo de Mattos afirmou que o projeto busca proteger, reconhecer, apoiar e acolher os idosos. "Eles são os trabalhadores de ontem, que carregaram cada estado do país nos ombros e hoje são aposentados, mal remunerados, desrespeitados, esquecidos", declarou. CRITÉRIOS Para receber o título, o município deverá comprovar que desenvolve programas ou políticas públicas voltados à inclusão social, cultural e política das pessoas idosas. Também serão avaliadas ações que promovam o envelhecimento ativo e ampliem o acesso a serviços de qualidade nas áreas de: transporte; moradia; participação social; respeito e inclusão social; participação cívica e emprego; prédios públicos e espaços abertos; comunicação e informação; apoio comunitário e serviços de saúde; segurança das pessoas idosas. CONSELHO Um conselho formado por representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e por entidades representativas da população idosa concederá o título. O reconhecimento terá validade de três anos, desde que os compromissos assumidos sejam revalidados. Se houver descumprimento das condições estabelecidas, o título será cancelado. Com informações da Agência Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Congresso vai votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 e, em seguida, o Orçamento.

A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 deverá ser enviada pelo governo ao Congresso até 31 de Agosto. Antes, porém, outro projeto precisa ser votado: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), espécie de guia para a elaboração do Orçamento. 

Neste ano, no entanto, a LDO ainda não foi votada pelo Congresso e deverá ser analisada praticamente ao mesmo tempo em que a proposta orçamentária. A LDO estabelece as metas fiscais, define prioridades para o gasto público e fixa as regras que irão orientar a distribuição dos recursos no ano seguinte. É a etapa inicial do planejamento, enquanto a LOA detalha quanto será destinado a cada programa, obra ou política pública. O projeto da LDO é analisado e votado, inicialmente, pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que foi instalada e teve seu presidente, o deputado Domingos Neto (PSD-CE) , definido em Junho. O projeto da LDO de 2026 (PLN 2/2026), enviado pelo Executivo ao Congresso em abril, prevê um salário mínimo de pelo menos R$ 1.717 no próximo ano. Isso representa um aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao valor atual, de R$ 1.621. Além do salário mínimo, o projeto da LDO também estipula outros indicadores econômicos para o estabelecimento de metas e a elaboração do orçamento. Entre eles estão a inflação (3,04%), o Produto Interno Bruto (PIB) real (2,56%), o câmbio (R$ 5,47) e os juros (10,55%). VALIDAÇÃO Segundo o consultor legislativo da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Bento Monteiro, quando a LDO não é aprovada antes do envio da LOA, o Poder Executivo acaba elaborando a proposta orçamentária com base nas regras que ele mesmo sugeriu no projeto de LDO encaminhado ao Congresso, mesmo sem que essas diretrizes tenham sido previamente validadas pelos parlamentares. Para Monteiro, um dos problemas que isso pode causar é a impossibilidade de exigir a separação das despesas de determinadas políticas públicas em classificações específicas. O consultor ressaltou, ainda, que a votação tardia pode diminuir a participação da LDO na orientação da elaboração da proposta orçamentária, mas não reduz sua importância para a execução do orçamento ao longo do ano. Segundo ele, isso se deve à crescente atenção do Congresso às regras de execução orçamentária. "Os parlamentares hoje se preocupam mais em modificar as regras de execução do orçamento do que com as regras de elaboração. Entende-se que as regras de elaboração usadas atualmente atendem bem às necessidades parlamentares, enquanto o processo de execução do orçamento com a participação parlamentar ainda é um mecanismo em evolução no processo orçamentário, sendo alvo, inclusive, de decisões do STF ano a ano", analisou. ESFORÇO CONCENTRADO Já prevendo o comprometimento do calendário do Legislativo em razão das eleições em outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou duas semanas de esforço concentrado: entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro. Isso deverá coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme acordado com o presidente daquela Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A intenção, segundo o presidente, é garantir a aprovação de proposições pelas duas Casas legislativas na mesma semana.  Com informações da Agência Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto exige normas da ABNT para iluminação externa em locais públicos.

O objetivo é aumentar a segurança em praças, parques, estacionamentos e vias públicas.

O Projeto de Lei 341/26 exige que as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sejam observadas na instalação, operação e manutenção de sistemas de iluminação que utilizem postes metálicos em áreas externas de locais públicos. O texto está em análise na Câmara dos Deputados. Ao tornar obrigatória a observância das normas da ABNT, o objetivo é proteger a coletividade em locais como praças, parques, estacionamentos e vias públicas. “A padronização dos procedimentos traz segurança a quem circula nos espaços urbanos e confere maior confiabilidade e durabilidade às infraestruturas instaladas”, disse o autor da proposta, deputado Bruno Ganem (Pode-SP). PRÓXIMOS PASSOS O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Projeto prevê renegociação de dívidas do Fies até 2024 e novas rodadas a cada dois anos.

Texto garante benefícios extras para estudantes inscritos no Cadastro Único; a Câmara analisa a proposta.

O Projeto de Lei 709/26 prevê a renegociação de dívidas atrasadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida abrange contratos até o segundo semestre de 2024 que estejam em fase de cobrança administrativa ou de execução judicial. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei do Fies para prever, também, novas rodadas de renegociação a cada 24 meses. A adesão aos acordos poderá ser feita sem taxas, em plataformas digitais ou presencialmente nos bancos. ESTUDANTES CARENTES O texto garante benefícios adicionais para estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar de até três salários mínimos ou residentes nas regiões Norte e Nordeste. Para esses grupos, os percentuais de redução das dívidas atrasadas serão aumentados em dez pontos percentuais. DESCONTOS E PARCELAMENTO Para os débitos com mais de 360 dias de atraso, o projeto autoriza a liquidação em parcela única com desconto de 99% nos encargos moratórios e 50% nos juros. Há também a opção de parcelamento da dívida em até 150 meses. As dívidas com atraso entre 90 e 359 dias poderão ser quitadas à vista, com 92% de desconto nas multas, ou divididas em até 120 prestações. Para contratos em dia, a proposta concede desconto de 15% na liquidação antecipada do saldo. IMPACTO ECONÔMICO Autor do projeto, o deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC) disse que a taxa de inadimplência do Fies atingiu 59,3% no final de 2025. Segundo ele, a situação afeta mais de 1,2 milhão de estudantes e egressos, envolvendo mais de R$ 17,9 bilhões. “Manter mais de um milhão de cidadãos sob severa restrição de crédito e com dívidas impagáveis não apenas compromete a dignidade e a capacidade deles, mas também impõe um freio à recuperação econômica”, afirmou o deputado. PRÓXIMOS PASSOS O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias




CÂMARA DOS DEPUTADOS Especialistas defendem Cide para empresas de tecnologia sem substituir a remuneração de direitos autorais.

Conselho de Comunicação Social do Congresso promoveu, nesta segunda, debate sobre o marco legal da inteligência artificial.

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional debateu, nesta segunda-feira (3), a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para empresas de tecnologia que comercializam conteúdos gerados por inteligência artificial (IA). Segundo Lucca Shirru, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a proposta pode estimular o desenvolvimento tecnológico nacional e criar mecanismos de remuneração para artistas que poderão ser prejudicados pelo uso da IA. De acordo com ele, muitos desses sistemas foram treinados com obras produzidas pelos próprios criadores. "A proposta é cobrar uma Cide das grandes empresas de IA generativa e destinar os recursos a fundos que compensem os impactos do uso dessas tecnologias sobre a produção de conhecimento." Shirru afirmou que grandes empresas de comunicação podem negociar diretamente com as plataformas digitais o licenciamento de seus conteúdos. Segundo ele, um modelo de gestão coletiva poderia beneficiar pequenas empresas e criadores individuais. O secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos de Souza, defendeu a gestão coletiva dos direitos. Ele afirmou, porém, que uma eventual contribuição não substituiria o pagamento devido pelo uso de obras protegidas no treinamento de sistemas de IA. As propostas foram apresentadas à comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto de lei sobre o marco legal da inteligência artificial (PL 2338/23). O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Sérgio Branco, manifestou preocupação com os modelos de remuneração pelos direitos autorais. Segundo ele, os valores precisam ser equilibrados para evitar que empresas transfiram o treinamento dos sistemas para outros países. Também defendeu que pequenas empresas de tecnologia não sejam excessivamente oneradas. A pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Silvana Bahia destacou a importância da educação midiática para que as pessoas compreendam como a inteligência artificial produz informações e influencia decisões. "Não basta garantir acesso à inteligência artificial. As pessoas precisam compreender criticamente como essas ferramentas produzem conhecimento e influenciam decisões." Segundo um estudo europeu citado durante a audiência, o percentual de pessoas que utilizam o resumo produzido pela IA do Google como única fonte de informação passou de 56%, em 2024, para 69%, em 2025. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS CÂMARA DOS DEPUTADOS Congresso tem 32 medidas provisórias para serem votadas.

Entre elas estão propostas sobre renegociação de dívidas, combustíveis, transporte, ressarcimento de descontos indevidos em benefícios do INSS e apoio a empresas afetadas pelo aumento das tarifas impostas pelos EUA.

O Congresso Nacional retoma os trabalhos em agosto com 32 medidas provisórias para analisar. Entre elas estão propostas sobre renegociação de dívidas, combustíveis, transporte, ressarcimento de descontos indevidos em benefícios do INSS e apoio a empresas afetadas pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Também há uma série de medidas editadas para subsidiar combustíveis, reduzindo os impactos da alta internacional do petróleo, e outras de apoio a empresas afetadas pelos tarifaços dos Estados Unidos. Várias MPs trazem incentivos e linhas de crédito para o transporte de passageiros, com programas focados na renovação sustentável de frotas para motoristas profissionais e taxistas, além de apoio ao setor aéreo. As medidas produzem efeitos imediatos, mas dependem da aprovação do Congresso para serem convertidas em lei. A votação ocorre primeiro nas comissões mistas, depois na Câmara e, por último, no Senado. Caso não sejam aprovadas no prazo máximo de 120 dias, as MPs perdem a validade. A contagem dos prazos é interrompida durante o recesso parlamentar, o que não aconteceu em 2026 porque o Congresso não pôde entrar formalmente em recesso sem a votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. O projeto da LDO de 2027 (PLN 2/26) ainda não foi votado. Conheça a tramitação de medidas provisórias DESENROLA No Novo Desenrola Brasil, instituído pela MP 1355/26, pessoas com renda mensal de até R$ 8.105 poderão refinanciar dívidas de até R$ 15 mil por banco com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. A MP também contém regras específicas para aliviar dívidas de pequenas e microempresas, alcançando ainda os endividados com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O programa atinge as dívidas relativas a empréstimos feitos até 31 de Janeiro de 2026, com parcelas atrasadas entre 91 e 720 dias. Essas dívidas devem ser pessoais e relativas a cartão de crédito parcelado ou rotativo, cheque especial e crédito pessoal sem consignação em folha, por exemplo. Editada em maio, a medida precisa ser votada até 31 de agosto e ainda aguarda a instalação da comissão mista na qual será analisada, para seguir para a Câmara e depois para o Senado. Também aguarda instalação da comissão mista a  MP 1373/26, que institui os programas Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor. As novas regras permitem a renegociação de dívidas de trabalhadores informais que estejam com o pagamento das parcelas em dia. Já os estudantes beneficiados pelo Fies que estiverem com as parcelas em dia poderão ter acesso a um crédito especial para investir em seu próprio negócio. TAXA DAS BLUSINHAS Publicada em maio, a MP 1357/26 tornou mais baratas as compras internacionais de pequeno valor. Um dos principais impactos práticos da medida é o fim do Imposto de Importação para compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas no âmbito do Programa Remessa Conforme. O tributo ficou popularmente conhecido como taxa das blusinhas. A cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor havia sido implementada em 2024 e gerou reação de consumidores e debates entre plataformas estrangeiras de comércio eletrônico e representantes do varejo nacional. INSS Publicada em julho, a MP 1378/26, abriu crédito extraordinário de R$ 547 milhões ao Ministério da Previdência Social. O dinheiro deve ser usado para ressarcir aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos de entidades associativas. O ressarcimento possibilitado com esse crédito será para quem se cadastrou no aplicativo Meu INSS até o dia 20 de Junho. Já a MP 1369/26 amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). A intenção é reduzir as filas de análise de benefícios do INSS e da Perícia Médica Federal. COMBUSTÍVEIS A alta do petróleo fez com que o governo editasse, no primeiro semestre de 2026, várias medidas provisórias para tentar reduzir o impacto no preço dos combustíveis para os brasileiros. Uma delas é a MP 1349/26, que institui o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A medida ainda não foi analisada pela comissão mista e precisa ser votada ainda na primeira semana de agosto, já que o prazo se encerra no dia 4. Além dela, estão em análise a MP 1358/26, que concede subvenção econômica à venda de combustíveis derivados de petróleo; a MP 1363/26, com subsídio para produtores e importadores de diesel; e medidas com créditos extraordinários para viabilizar ações contra a alta de preços de combustíveis (MP 1351/26, MP 1368/26, MP 1372/26 e MP 1380/26) TARIFAÇO A MP 1379/26 viabiliza a terceira rodada do Plano Brasil Soberano, com um socorro de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional. Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como os do Golfo Pérsico. Também passam a ser contemplados setores considerados estratégicos. Já a MP 1352/26 destinou R$ 5 bilhões adicionais para o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), também para reforçar o Plano Brasil Soberano. TRANSPORTE Sete medidas em análise no Congresso tratam do setor de transporte de cargas e passageiros. Entre elas está a MP 1360/26, que simplifica exigências para o exercício da atividade dos mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete. O texto dispensa o registro do veículo na categoria aluguel e a inspeç  o semestral dos equipamentos obrigatórios e de segurança, entre outras regras. Outras medidas criam linhas de financiamento para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi (MP 1359/26), por mototaxistas e motoboys (MP 1366/26) e por transportadores de cargas e empresas de transporte de cargas ou passageiros (MP 1353/26). Também há medidas provisórias com créditos extraordinários para viabilizar as linhas de financiamento de novos veículos (MP 1362/26 e MP 1354/26) e uma com crédito para empréstimos às companhias aéreas nacionais (MP 1365/26). Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Comissão debate implementação de lei sobre tempo de serviço de servidores públicos.

Audiência pública discutirá a recomposição do período de congelamento durante a pandemia e o pagamento de vantagens por tempo de serviço.

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (4), audiência pública para discutir a implementação da Lei Complementar 226/26, conhecida como "Lei do Descongela Já". A Lei Complementar 226/26 restabelece a contagem do tempo de serviço dos servidores públicos durante os 583 dias em que ela ficou suspensa por causa da Lei Complementar 173/20, editada durante a pandemia de Covid-19. A nova norma também autoriza estados e municípios a regulamentar o pagamento retroativo de vantagens por tempo de serviço, como anuênios, triênios, quinquênios e licenças-prêmio. A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 8. A audiência foi solicitada pela deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP). Segundo a deputada, o objetivo é discutir a aplicação imediata da Lei Complementar 226/26 em todo o País, especialmente a recomposição dos 583 dias de congelamento da progressão funcional para a contagem do tempo de serviço dos servidores públicos. A audiência também deverá discutir as possibilidades previstas no artigo 2º da lei, que autoriza estados e municípios a regulamentar o pagamento retroativo de adicionais por tempo de serviço, como anuênios, triênios, quinquênios e licenças-prêmio. Segundo a deputada, também serão discutidas a viabilidade orçamentária e a forma de implementar essas medidas pelos entes federados. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Proposta prioriza atendimento remoto para pessoas com deficiência com dificuldade de locomoção.

O projeto de lei está em análise na Câmara dos Deputados.

O Projeto de Lei 1253/26 proíbe órgãos públicos de exigirem, como regra, o comparecimento presencial de pessoas com deficiência quando o deslocamento representar um sacrifício exagerado ou indevido. O texto altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência para estabelecer que a administração deve priorizar, nesses casos, o atendimento remoto via canais digitais ou telefônicos acessíveis. Pela proposta, o poder público deve garantir sites e aplicativos adaptados, além do uso de assinaturas eletrônicas para validar documentos. Também será proibida a exigência de documentos que a administração já possua em suas bases de dados, facilitando o compartilhamento de informações entre os órgãos e reduzindo a burocracia para o cidadão.A exigência de presença física passará a ser uma medida excepcional. Caso um órgão obrigue a ida presencial, a autoridade responsável deverá justificar por escrito o motivo de o serviço não ser realizado de forma remota. Se a tecnologia for insuficiente, o contato deverá ser feito na residência da pessoa ou permitir que ela seja representada por um procurador. O projeto também assegura o atendimento domiciliar para perícias médicas e sociais do INSS, atendimentos de saúde pelo SUS (públicos ou conveniados) e serviços de assistência social. "A proposta eleva a tecnologia ao papel de instrumento de inclusão e autonomia, garantindo racionalidade e respeito à dignidade humana", justificou o autor da proposta, deputado Helder Salomão (PT-ES). PRÓXIMAS ETAPAS A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Fonte: Agência Câmara de Notícias


CÂMARA DOS DEPUTADOS Governo edita sexta medida provisória para subsidiar combustíveis por causa da guerra no Oriente Médio.

A proposta está em análise no Congresso Nacional. Uma semana depois de editar a medida provisória 1380/26, que abriu crédito extraordinário ...