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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Estagiária do TJ, estudante de Direito é vítima de feminicídio no interior de SP.

Estudante de Direito de 23 anos foi morta a tiros em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Ex-namorado, contra quem Lívia Berthoud tinha medida protetiva, foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio e permanece hospitalizado sob escolta policial.

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis, como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, foi morta a tiros nesta segunda-feira, 10, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Segundo testemunhas e familiares, o autor dos disparos foi o ex-namorado da vítima, um homem de 25 anos, que foi preso em flagrante na sequência por suspeita de feminicídio. A reportagem não localizou a defesa do suspeito. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), Lívia foi encontrada na Rua São Sebastião, no bairro Vila Santa Teresinha, com ferimentos provocados por disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte no local. Na sequência, policiais encontraram o ex-namorado na casa dele, com “ferimentos aparentemente” provocados por tiros, e um revólver calibre 38. Ele foi preso em flagrante, mas precisou ser hospitalizado e, até a última atualização, seguia internado sob escolta policial. A arma e o veículo do suspeito foram apreendidos. Conforme o portal g1, Lívia já tinha uma medida protetiva de urgência contra ele por causa de outros episódios de violência praticados pelo suspeito.O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba como feminicídio e localização/apreensão de veículo. O corpo de Lívia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Lívia era estudante de Direito da Universidade de Taubaté (Unitau) e estava no décimo semestre do curso. Ela ingressou em 2023 e tinha previsão de se formar no final deste ano. Em uma de suas redes sociais, informava que fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo desde o início do ano passado. Em nota, a Unitau manifestou “profundo pesar pela morte precoce e brutal da aluna Lívia Berthoud, do 10º semestre do curso de Direito, vítima de feminicídio” e disse repudiar “toda forma de violência”. O assassinato de Lívia ocorreu no mesmo dia em que a universidade promove a 46ª Semana Jurídica, que vai debater os 20 anos da Lei Maria da Penha e o enfrentamento à violência contra a mulher. “A dolorosa coincidência reforça a urgência de uma discussão que ultrapassa os espaços acadêmicos e exige o compromisso de toda a sociedade. A memória de Lívia estará presente nos debates desta semana”, acrescentou a Unitau. Outras entidades ligadas à instituição, como a Atlética do curso de Direito, também prestaram homenagem à vítima por meio de notas publicadas na internet. “Neste momento de profunda tristeza, manifestamos nossos mais sinceros sentimentos à sua família, aos seus amigos, colegas de faculdade e a todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua trajetória e sua vida”, diz o comunicado. “Que neste momento prevaleçam o respeito, o carinho e o acolhimento àqueles que sofrem esta perda. Que sua memória seja sempre lembrada com carinho e respeito”, continuou um dos comunicados. Escalada de casos no País O Brasil registrou um novo crescimento de feminicídios no ano de 2025. Foram 1.571 casos ao longo do ano passado, 4% a mais que em 2024, quando foram contabilizadas 1.504 ocorrências no período. Os dados são da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira, 23, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Este é o quarto ano seguido de aumento de casos no País, conforme o fórum. Com exceção de 2021, quando o número de feminicídios caiu 0,6% em relação a 2020, o assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres manteve-se em constante crescimento desde 2016, quando o País somou 929 casos, um ano após a tipificação do crime. Passada uma década, o número de ocorrências deu um salto de 69,1%. Pesquisadores do FBSP chamam a atenção para o fato de os feminicídios serem praticados majoritariamente por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, totalizando 79,8%, ou oito a cada 10 registros. Especialistas pontuam que o feminicídio é a consequência final de outros crimes que o antecedem e que também cresceram na comparação com o ano passado. São os casos de perseguição (aumento de 30,1%), violência psicológica (+16,9%), descumprimento de medidas protetivas (+16,7%), ameaças (+0,5%), que somaram 788.531 casos em números absolutos, e lesões corporais dolosas no contexto de violência doméstica (+2,6%). Em números absolutos de feminicídios, São Paulo lidera as estatísticas, com 270 casos, aumento de 6,4%, e uma taxa de 1,1 por 100 mil mulheres. A lista segue com Minas Gerais, com 117 casos, queda de 4,4%, e taxa de 1,6 por 100 mil mulheres; Rio de Janeiro, com 105 casos, queda de 1,9%, e taxa de 1,2 por 100 mil mulheres; e Bahia, onde foram registradas 102 ocorrências, queda de 7,4% ante 2024, e uma taxa de 1,3 feminicídio por 100 mil mulheres.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.


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