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terça-feira, 11 de agosto de 2026

CÂMARA DOS DEPUTADOS Hugo Motta espera votar projeto que reduz impostos sobre combustíveis ainda hoje.

Relatora negocia mudanças no texto, que poderá incluir medidas para fertilizantes, minerais críticos e Defesa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que espera votar ainda nesta terça-feira (11) o Projeto de Lei Complementar (PLP 114/2026), que autoriza a redução ou a zeragem de impostos federais sobre gasolina, diesel e etanol em momentos de forte alta do petróleo no exterior. O objetivo do projeto encaminhado pelo governo é diminuir o impacto de choques nos preços internacionais de energia sobre o consumidor brasileiro. A proposta é uma das prioridades nesta semana de esforço concentrado na Câmara. Motta destacou ainda que a relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), está em reunião com a equipe econômica do governo para acertar os detalhes do texto, que deve incluir, além de subsídios aos combustíveis, estímulos à produção de fertilizantes, uma política de isenção fiscal para a exploração de minerais críticos e a antecipação de receitas para o Ministério da Defesa. “Estamos ampliando o escopo do projeto de lei para que, quem sabe, até o final do dia de hoje, a Câmara possa aprovar essa proposta. Já conversamos com o Senado, e, se a Câmara avançar, o Senado ainda esta semana deverá se debruçar sobre esse tema. Devemos ter celeridade, porque temos consensos e temas importantes do ponto de vista estratégico”, disse Motta ao chegar para comandar a reunião de líderes partidários. BLUSINHAS Sobre a medida provisória que acaba com a chamada taxa das blusinhas (MP 1357/26), Motta afirmou que a comissão mista ainda não foi instalada, mas que a proposta deve entrar na discussão entre os parlamentares, já que o prazo da medida provisória vai até Setembro. “Diante da exiguidade do tempo, e considerando que a MP vence em meados do mês de setembro, para que essa taxação não volte, é necessário que o Congresso se debruce sobre esse tema”, afirmou o presidente. MISOGINIA Motta também antecipou que o projeto de lei que combate a misoginia (PL 896/23) não deve entrar em pauta nesta semana por falta de consenso entre os líderes. Ele reconheceu a importância do tema, mas afirmou que é preciso que o texto seja mais preciso na definição, para evitar prejuízos à liberdade religiosa. Para Hugo Motta, não se pode compactuar com o aumento do número de mulheres mortas e agredidas no país. “Sabemos que os atos mais graves não começam com atos graves, mas com atos menores que vão sendo flexibilizados e admitidos, e isso acaba sendo uma permissão para os atos mais graves, como homicídios. A misoginia é prioridade, e vamos fazer esse debate dentro do colégio de líderes. Não compactuamos com nenhuma violência, mas não posso cravar porque depende da deliberação do colégio de líderes. A bancada evangélica está negociando o texto com a relatora Tabata Amaral (PSB-SP)”, informou Motta. Fonte: Agência Câmara de Notícias


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