Jeferson Nascimento Barros, 35, é suspeito de tentativa de homicídio e embriaguez ao volante. Defesa nega fuga e afirma que segundo atropelamento foi involuntário após pessoas cercarem o carro.
A Justiça decretou a prisão preventiva (sem prazo) do advogado Jeferson Nascimento Barros, 35, investigado por atropelar duas vezes um homem e supostamente fugir sem prestar socorro, na zona sul de São Paulo.Ele é suspeito de tentativa de homicídio e embriaguez ao volante. Sua defesa afirma que o atropelamento não foi voluntário e que Jeferson saiu do local com medo de ser agredido.A Polícia Civil fez buscas em endereços ligados a ele nesta segunda-feira (20), mas o advogado não foi localizado e é considerado foragido.O veículo dirigido por ele, um HB20, foi encontrado em um estacionamento e estava com diversas avarias.Eder Vulczak, delegado responsável pelo caso, disse que Jeferson estava embriagado."Através da prova testemunhal, nós apuramos que ele estava com andar cambaleante, fala desconexa, e testemunhas relatam que ele estava totalmente alterado no momento do acidente. Inclusive, o amigo dele que estava com ele no veículo mencionou que eles estavam num bar, no Campo Limpo, ingerindo bebida alcoólica", afirmou.O atropelamento ocorreu na madrugada de sábado (18), na estrada de Itapecerica, no bairro Parque Fernanda. Jeferson fez uma conversão para acessar o sentido contrário da via e bateu em uma motocicleta conduzida por Cid Baldacci Correia, 66.Jeferson, que estava com dois amigos no veículo, parou, mas, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), fugiu do local, atropelando novamente a vítima, que estava caída e inconsciente.Cid ficou em estado grave, foi levado ao Hospital Campo Limpo, mas já recebeu alta.A perícia foi acionada e o caso foi registrado como tentativa de homicídio e embriaguez ao volante no 47º Distrito Policial (Capão Redondo).A defesa de Jeferson, formada por seis advogados, negou, em nota, que ele tenha fugido.Segundo a defesa, ele não fugiu após a colisão inicial. Ele teria descido do veículo e tentado acalmar as pessoas ao redor, e seus amigos acompanhantes acionaram o socorro médico, o que estaria comprovado por registros telefônicos."O segundo impacto com a vítima não foi voluntário e não se tratou de uma tentativa de fuga. O motorista foi cercado por pessoas exaltadas que invadiram o habitáculo do carro pela janela (fato relatado por testemunha ocular). Uma dessas pessoas puxou bruscamente o volante do automóvel. Por se tratar de um veículo com transmissão automática, essa interferência física externa provocou uma tração abrupta, fazendo com que ele perdesse totalmente o controle da direção e causando o trágico e involuntário segundo contato", diz a nota.Ele teria deixado o local por medo de ser agredido, dizem os advogados."Recebemos com imenso alívio a notícia de que a vítima já recebeu alta médica, encontra-se bem e em plena recuperação em sua residência. A família da vítima será contatada e estaremos à total disposição para prestar todo o suporte material, financeiro e de cuidados que forem necessários para o seu completo restabelecimento", afirma a defesa.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.
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