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sábado, 5 de setembro de 2026

Alcolumbre indica Pacheco para vaga aberta no TCU com saída de Bruno Dantas.

Ex-presidente do Senado deve ser aprovado com folga e se tornar o próximo ministro, segundo senadores. Ministro do TCU renunciou oficialmente ao cargo nesta segunda (31) para migrar para a iniciativa privada.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou nesta segunda-feira (31) o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa, para o TCU (Tribunal de Contas da União). A vaga foi aberta com a saída antecipada do ministro Bruno Dantas.Alcolumbre avisou a senadores e ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, que pretende colocar o nome de Pacheco em votação no plenário nesta terça (1º). Se o quórum estiver baixo na terça, a votação ocorrerá no máximo até quarta (2). O presidente do Senado fez questão de pedir para que os líderes partidários assinassem a indicação de Pacheco -em um esforço para reforçar publicamente que a escolha teve caráter coletivo e não foi feita exclusivamente por ele. Alcolumbre também ligou para o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), para dizer que gostaria de votar a indicação direto no plenário do Senado, sem sabatina –o que será feito.O regimento interno dispensa os escolhidos do Senado de passar por sabatina. Em 2021, Pacheco (então presidente) decidiu realizar sabatinas porque três senadores brigavam pela vaga e não havia consenso –na ocasião, Antonio Anastasia derrotou os colegas Kátia Abreu e Fernando Bezerra. Desde que Dantas informou a Alcolumbre que sairia do TCU, senadores afirmam que não há nome melhor que o de Pacheco e que ele só não será ministro do TCU se não quiser. Três líderes consultados pela reportagem preveem uma das maiores votações da história. No começo do mês, o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), afirmou à reportagem que a vaga de Dantas pertencia ao partido e que a bancada só abriria mão em prol de Pacheco. "Pacheco foi um dos maiores e melhores presidentes do Senado e do Congresso com o qual convivi. Um democrata que demonstrou sua coragem e força nas eleições de 2022, quando defendeu a lisura das urnas eletrônicas, e quando se posicionou fortemente contra os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023", diz Otto.Alcolumbre e parte do Senado defendia que Pacheco fosse indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal) por Lula (PT) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso.O presidente ignorou a pressão da Casa, indicou o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, e insistiu que Pacheco fosse candidato ao Governo de Minas Gerais. Messias acabou rejeitado para o cargo; Pacheco recusou a candidatura a governador.Uma pessoa próxima ao senador afirma que ele está empolgado com a provável ida para o TCU. Pacheco, diz, gosta do ambiente de tribunais e está cansado da política. Além disso, ele não precisa ficar no cargo até os 75 anos, quando os ministros do TCU são aposentados compulsoriamente. O senador completa 50 anos em Novembro. A última indicação feita pelo Senado para o TCU foi a de Anastasia. A aprovação foi tida como uma vitória de Pacheco por abrir caminho para que o hoje ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), de quem era próximo, assumisse o mandato. Silveira, do PSD, era suplente de Anastasia. O atual presidente do TCU, Vital do Rêgo, também é oriundo de uma das três vagas do Senado na corte de contas. Pacheco, se aprovado, ocupará a terceira.O senador está no final do mandato. O primeiro suplente dele é o ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP-MG). Dantas renunciou ao cargo de ministro do TCU nesta segunda para, nas palavras dele, se "dedicar a novos projetos". O ministro vai trabalhar na iniciativa privada, mas ainda não indicou em que projeto. Como mostrou a Folha de S.Paulo em maio, interlocutores de Dantas afirmam que ele negocia com a Avibrás, empresa de tecnologia aeroespacial que pediu recuperação judicial em 2022 e foi comprada pela J&F, dos irmãos Batista. "Encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público –agora a partir de outro ponto de observação", afirmou Dantas.FONTE POLITICA AO MINUTO NOTICIAS.

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