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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Assassino de ex-premiê é condenado à prisão perpétua no Japão.

Tetsuya Yamagami foi considerado culpado pelo ataque que matou o ex-primeiro-ministro em 2022. 

Crime chocou o país, expôs falhas na segurança, levou ao escrutínio da Igreja da Unificação e resultou em mudanças na legislação sobre armas. O homem acusado de assassinar a tiros o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi considerado culpado nesta terça-feira por um tribunal do Japão e condenado à prisão perpétua. Tetsuya Yamagami, de 45 anos, atacou o ex-líder durante um comício eleitoral em Julho de 2022, na cidade de Nara, cerca de dois anos após Abe deixar o cargo.A sentença foi anunciada pelo juiz Shinichi Tanaka durante audiência realizada no tribunal de Nara, próximo a Quioto. Yamagami utilizou uma arma caseira para cometer o crime, em 8 de Julho de 2022, em plena atividade de campanha. No início do julgamento, em Outubro, o réu confessou o assassinato. O Ministério Público havia pedido prisão perpétua, classificando o caso como um crime sem precedentes no Japão do pós-guerra e destacando as consequências profundas para a sociedade japonesa. Embora a pena de prisão perpétua no Japão preveja, em tese, a possibilidade de liberdade condicional, especialistas apontam que muitos condenados acabam morrendo sob custódia. O assassinato de Shinzo Abe causou forte comoção em um país onde crimes com armas de fogo são extremamente raros. O caso também trouxe à tona o motivo alegado por Yamagami, que afirmou ter escolhido Abe como alvo devido a supostos vínculos do ex-premiê com a Igreja da Unificação, também conhecida como Moonies. Fundada em 1954 na Coreia do Sul por Sun Myung Moon, a Igreja da Unificação passou a ser alvo de intenso escrutínio após o crime, acusada de pressionar financeiramente seus fiéis e de manter relações estreitas com políticos japoneses. Abe havia participado de eventos organizados por entidades ligadas à igreja. Durante o processo, a promotoria afirmou que Yamagami nutria profundo ressentimento contra a organização religiosa. Segundo os investigadores, ele começou a planejar o ataque em 2020, pesquisando na internet como fabricar uma arma de fogo e realizando testes em áreas montanhosas isoladas. A defesa destacou o histórico familiar do réu, incluindo o suicídio do pai quando ele tinha quatro anos e o impacto financeiro causado pelas doações feitas pela mãe à Igreja da Unificação. Ela teria entregue cerca de 100 milhões de ienes à organização, o que levou a família à ruína. Yamagami abandonou os estudos e tentou tirar a própria vida em 2005. Um irmão morreu dez anos antes, em um caso também tratado como suicídio. Segundo a acusação, Yamagami acreditava que matar uma figura tão influente quanto Abe chamaria a atenção pública para a atuação da igreja. As investigações revelaram ligações entre a Igreja da Unificação e membros do Partido Liberal Democrático, legenda de Abe, o que resultou na renúncia de quatro ministros à época. Um levantamento interno do partido indicou que metade dos parlamentares tinha algum tipo de vínculo com a organização. Em abril de 2025, um tribunal determinou a dissolução da filial japonesa da Igreja da Unificação, citando danos sem precedentes à sociedade. O caso também expôs falhas graves na segurança do ex-primeiro-ministro, já que os agentes presentes não reagiram imediatamente ao primeiro disparo. Após o crime, o Japão endureceu sua legislação sobre armas em 2024, passando a criminalizar também o compartilhamento de instruções para fabricação ou venda de armamentos nas redes sociais.Fonte Mundo ao Minuto Noticias.

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