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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Polícia identifica quem retirou câmera de jovem após queda fatal.

Equipamento que registrava o salto de Maria Eduarda desapareceu logo após o acidente e ainda não foi encontrado. Investigação aponta possível supressão de provas e levou à prisão temporária de três suspeitos.

As investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganharam um novo capítulo após a Polícia Civil identificar quem teria retirado a câmera acoplada ao corpo da jovem logo após a queda durante um salto de rope jump em uma ponte no interior de São Paulo.Segundo a polícia, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, que integrava a equipe responsável pela atividade, teria removido o equipamento segundos após o acidente. A suspeita levou à prisão temporária do investigado, cumprida no último fim de semana. De acordo com o relatório elaborado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, João Antônio estava na base da estrutura quando Maria Eduarda foi lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Os investigadores afirmam que, assim que a vítima atingiu o solo, ele se aproximou do corpo e retirou a câmera que registrava o salto. O equipamento, considerado uma peça fundamental para esclarecer a dinâmica da tragédia, ainda não foi localizado. Em depoimento, João Antônio negou ter retirado a câmera. Segundo sua versão, ele apenas se aproximou da jovem para verificar se ela ainda apresentava sinais vitais. Para a Polícia Civil, no entanto, há indícios de supressão de provas, hipótese que embasou o pedido de prisão temporária. Os investigadores acreditam que as imagens poderiam ajudar a esclarecer detalhes importantes sobre o momento do salto e eventuais falhas na execução da atividade. A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, informou que as apurações também apontaram possíveis tentativas de eliminação de provas digitais após a morte da jovem. Além de João Antônio, também foram presos temporariamente Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento e responsável pelo grupo Entre Cordas, e Gabriel Barros Martins, integrante da equipe. Segundo a investigação, Evelyne teria apagado o perfil do grupo nas redes sociais após o acidente, eliminando conteúdos que poderiam auxiliar na apuração. Já Gabriel é acusado de deixar o local logo após a tragédia e não se apresentar espontaneamente às autoridades mesmo sabendo da investigação em andamento. A Polícia Civil apura a possível prática de homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, além de fraude processual. O caso ocorreu em 13 de Junho e teve grande repercussão após a divulgação de imagens que mostram Maria Eduarda sendo lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa às cordas de segurança. Conforme a investigação, a vítima deveria estar conectada a dois sistemas de proteção, mas nenhum deles estava devidamente fixado no momento do salto. Paralelamente, três instrutores presos desde o dia da tragédia já foram indiciados por homicídio doloso qualificado. Ao todo, a polícia já ouviu mais de 20 pessoas e mantém dois inquéritos em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da morte da jovem.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.

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