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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Empregada grávida agredida no Maranhão diz que perdeu 50% da audição.

Áudios que narram violência contra Samara Regina Dutra, 19, foram compartilhados por empresária. Suspeita foi presa no Piauí quando tentava fugir, segundo a polícia; nova defesa diz que vai levantar eventuais problemas psicológicos.

Samara Regina Dutra, 19, empregada doméstica grávida que foi agredida e torturada pela empresária para quem trabalhava no Maranhão, afirmou que perdeu 50% da audição em razão da violência que sofreu.Samara contou que estava sentindo muita dor e desconforto nos ouvidos e procurou um médico. "Como consequência das coisas que aconteceram [agressões], eu tava ouvindo muito baixo, mas não achei que era algo tão sério. Mas comecei a sentir muita dor para dormir ou com barulho muito alto. Não é conclusivo ainda, mas, com base no exame que eu fiz, aparentemente eu perdi 50% da minha audição dos dois lados", afirmou em publicação em uma rede social. Ela contou que ficou desesperada com a notícia. "Fiquei um pouco assustada, me desesperei na hora, mas agora tô tentando lidar sem me desesperar, até porque tudo que eu sinto o Artur [bebê] sente. Então, tenho que manter a calma, mas eu vou me consultar de novo semana que vem e, até lá, vou rezar pra que esteja tudo bem e eu não precise usar aparelho", falou. O advogado Manaces Marthan, que representa Samara, confirmou o diagnóstico e disse que está à espera do laudo. ENTENDA O CASO A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa no último dia 7 sob suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica, que trabalhava em sua casa, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luis, havia apenas 15 dias. Carolina estava em Teresina e tentava fugir, de acordo com a polícia. As agressões teriam sido cometidas no dia 17, de acordo com a polícia. Na ocasião, Carolina acusou a empregada de ter roubado um anel. Ela enviou áudios a grupos de mensagens detalhando as violências que cometeu, revelados pela TV Mirante, afiliada da TV Globo. Segundo o próprio relato, a empresária contou com a ajuda de um homem armado para agredir e torturar a jovem.A empregada afirmou à polícia que as agressões começaram com puxões de cabelo, tapas, murros, e que foi derrubada no chão. Caída, ela diz ter protegido a barriga contra os chutes, mas outras partes do corpo foram atingidas por chute, deixando-a com diversos hematomas. "Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo", afirmou Carolina nos áudios. A mulher contou que o homem ainda colocou a arma na cabeça e na boca da empregada. Mesmo com o anel tendo sido encontrado dentro de um cesto de roupa suja, as agressões continuaram, segundo relato da empresária. A jovem registrou boletim de ocorrência e passou por exames no IML (Instituto Médico Legal), que comprovaram as agressões. Documento do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso concluiu que os áudios divulgados com confissões de agressões e tortura são de Carolina. Walter Wanderley, delegado responsável pela investigação, disse à TV Mirante que os áudios já estão anexados ao inquérito, na 21ª delegacia do bairro Araçagy."Está comprovado que ela foi agredida. Agora, não existe autoria mais patente do que o próprio agressor confessar. E o áudio, que a polícia já está de posse, já está apreendido. É uma prova incontestável também da autoria da agressão", afirmou o delegado. Inicialmente, a defesa de Carolina admitiu as agressões, mas não a tortura. Seu novo advogado, Otoniel d'Oliveira Chagas Bisneto Prado, porém, orientou a empresária a ficar em silêncio e declarou que fará levantamento sobre eventuais problemas psicológicos da cliente, como bipolaridade e borderline.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.

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