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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Polícia indicia oito adolescentes por criar 'ranking sexual' de estudantes no RS.

 

Lista com fotos e classificações de cunho sexual circulou entre alunos por aplicativos de mensagem; vítimas receberam apoio psicológico, enquanto Ministério Público avalia denúncia após conclusão do inquérito por cyberbullying.

Oito estudantes foram indiciados pela Polícia Civil sob suspeita de criar e divulgar um ranking sexual de adolescentes alunas de um instituto federal em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Os jovens de 15 a 17 anos podem responder por ato infracional análogo ao crime de cyberbullying.Como o caso envolve menores de idade, os nomes não foram divulgados pela polícia e pela escola com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A reportagem não conseguiu identificar as defesas dos envolvidos. Com o indiciamento, o Ministério Público passa a avaliar a investigação e decidirá se apresenta uma denúncia formal à Justiça. Com esta última fase, a defesa dos envolvidos poderá contestar a acusação. Uma sentença é aguardada ao final com o reconhecimento de culpa e definição de pena ou eventual absolvição. O campus do IFSul (Instituto Federal Sul-Riograndense) de Pelotas suspendeu os alunos envolvidos logo após o caso vir à tona. Procurado por email, o instituto informou que aguarda o desfecho do caso nas instâncias competentes para se manifestar. "Os estudantes seguem com afastamento cautelar e estão sendo atendidos pela instituição através de estudos domiciliares", disse o IFSul via assessoria. O inquérito foi concluído no dia 30 de Abril pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Pelotas. De acordo com a delegada Lisiane Mattarredona, responsável pelo caso, ainda é aguardado o término da perícia para identificar outras possíveis infrações. A princípio, apenas o cyberbullying é investigado. De acordo com a polícia, a lista foi compartilhada pela primeira vez no dia 21 de Março. Segundo as denúncias, eles criaram uma lista com fotografias de alunas para estabelecer uma ordem de preferência, e as estudantes eram categorizadas com palavras de cunho sexual. Os envolvidos encaminharam o conteúdo para outros alunos por aplicativos de conversa. De acordo com a apuração, a lista envolvia 29 meninas e também um menino. A investigação cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos alunos indiciados e periciou aparelhos eletrônicos. A lei que criminaliza o cyberbullying foi sancionada em Janeiro de 2024 e prevê penas que vão de multa a até, conforme a gravidade do caso, de dois a quatro anos de reclusão para réus maiores de idade. Segundo o IFSul, os alvos da lista receberam acompanhamento de psicólogos e de serviço social, e a instituição também se reuniu com os pais das estudantes para acolhimento. A instituição também passou a sediar ações de conscientização contra cyberbullying e misoginia. No dia 29 de Abril, foi realizada uma palestra sobre assédio moral e sexual para docentes e técnico-administrativos. Já nesta quarta-feira (6) está previsto um evento organizado pelo clube de física do instituto voltado a debater o espaço de mulheres na ciência e combate ao assédio em ambientes de pesquisa.FONTE JUSTIÇA AO MINUTO NOTICIAS.

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