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terça-feira, 21 de abril de 2026

Tiradentes, assim como todos herois, é só mais uma história.

Muitas mulheres e homens lutaram por um lugar melhor, porque só um é lembrado?

O Brasil é uma terra de herois, cotidianos e extraordinários, muitos foram sacrificados em nome de ideais que ainda lutamos para alcançar. Mais heroícos são os que oferecem não sua morte, mas sua vida pelos outros que os cercam, uma mãe trabalhadora, um pai que abre mão de comer para alimentar seus filhos, estas personagens habitam nossa em terra em abundância.Mas nem só de heróis anônimos se contruiu a história brasileira, há nomes como Zumbi dos Palmares, Joaquim Firmino, Maria Quitéria, Joana Angélica, mas nenhum destes teve o reconhecimento que foi dado a Tiradentes, que foi de fato, um bode expiatório das elites locais transformado em heroi historicamente por interesses políticos.O problema não é a construção histórica de um heroi por interesses elitistas, isto é comum e prática ususal de todos os povos desde que o mundo é mundo. O problema é a falta de reconhecimento que condena ao ostracismo pessoas de igual ou superior importância que alferes mineiro.Reconhecer essa distorção não significa diminuir a figura de Tiradentes, mas sim colocá-lo em perspectiva dentro de um panorama mais amplo da história nacional. Sua imagem foi elevada como símbolo de resistência e luta por liberdade, e isso tem valor pedagógico e cultural.No entanto, quando apenas um nome é repetido, exaltado e celebrado, cria-se uma narrativa incompleta, que simplifica processos históricos complexos e apaga contribuições diversas. Muitas vezes (quase sempre) porque as histórias não se enquadram nas vontades de quem tem o poder.Ao longo dos séculos, o Brasil foi moldado por inúmeras mãos, vozes e lutas. Personagens como os já citados, além de tantos outros esquecidos pelos livros didáticos, também enfrentaram opressões, desafiaram estruturas de poder e pagaram, muitas vezes, com a própria vida.Ainda assim, não ocupam o mesmo espaço no imaginário coletivo, nem recebem homenagens proporcionais à sua importância histórica. Vale citar os candangos mortos no massacre da GEB durante a construção de Brasília, as vidas ceifadas na Revolta dos Canudos, as mortes no Movimento Pau de Colher, os assassinatos do Massacre do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, entre tantos outros eventos manchados de sangue verde e amarelo.Ampliar esse reconhecimento é um passo fundamental para uma compreensão mais justa e plural do passado. Tiradentes é, sem dúvida, um personagem importante, mas não deve ser visto como único. Valorizar outros heróis, dar visibilidade às suas histórias e inseri-los no debate público é também uma forma de fortalecer a identidade nacional, tornando-a mais inclusiva e fiel à realidade de um país construído por muitos, e não por poucos.FONTE JORNAL OPÇÃO NOTICIAS HISTORIA.

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