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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Novo estudo abre caminho para tratamento de câncer do fígado e intestino.

Pesquisa publicada na revista Nature Genetics identificou uma proteína associada ao crescimento tumoral e aponta que seu bloqueio pode ajudar no desenvolvimento de terapias mais eficazes contra tipos de câncer considerados difíceis de tratar

Um estudo publicado na revista Nature Genetics apontou uma descoberta que pode abrir caminho para novos tratamentos contra alguns tipos de câncer, especialmente os que afetam o fígado e o intestino.A pesquisa analisou genes presentes nesses órgãos e identificou que determinadas alterações genéticas favorecem o desenvolvimento do câncer em tecidos específicos. Os cientistas observaram falhas que podem funcionar como um tipo de “sinal de alerta”, indicando às células quando elas devem ou não se multiplicar. De acordo com o Daily Mail, os pesquisadores identificaram níveis elevados da proteína nucleofosmina (NPM1) em pacientes com câncer de fígado e de intestino. A NPM1 está associada ao controle do crescimento celular. O bloqueio dessa proteína pode representar uma estratégia promissora no tratamento da doença. “Como a NPM1 não é essencial para a saúde normal dos tecidos adultos, bloqueá-la pode ser uma forma segura de tratar certos tipos de câncer, como alguns tumores do intestino e do fígado que são difíceis de tratar”, explica Owen Sansom, um dos autores do estudo. Segundo o especialista, a retirada da proteína dificulta a produção normal de proteínas pelas células, o que ativa mecanismos de supressão tumoral e impede o crescimento do câncer. Para os pesquisadores, a descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de novas terapias contra esses e outros tipos da doença. Câncer de fígado: atenção aos sintomas O câncer de fígado costuma estar associado a doenças silenciosas, como a esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. “Acredito que cerca de 70% das pessoas com gordura no fígado não sabem que estão doentes”, afirmou o médico Marcos Pontes em entrevista ao site Metrópoles. Segundo ele, a inflamação persistente pode provocar cicatrizes no órgão, evoluindo para cirrose e câncer. Em casos mais graves, pode levar à necessidade de transplante. Alguns sinais parecem inofensivos, mas podem indicar problemas sérios. Entre os sintomas que não devem ser ignorados estão: icterícia, com amarelamento da pele e da parte branca dos olhos urina escura ou fezes mais claras do que o normal coceira na pele perda de apetite ou enjoo frequente perda de peso sem causa aparente cansaço extremo caroço ou inchaço no lado direito do abdômen.Fonte Lifestyle ao Minuto Noticias.

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