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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Volkswagen admite corte de 50 mil empregos em todo o mundo.

O Grupo Volkswagen deve cortar mais de 50 mil empregos em todo o mundo. O objetivo é reduzir os custos, num momento em que a empresa passa por vários desafios e dificuldades.

Frankfurt, Alemanha, 13 de julho de 2026 (Lusa) – O presidente-executivo (CEO) do grupo Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que a empresa deverá cortar mais 50 mil postos de trabalho, dobrando o número anunciado anteriormente, como parte de um plano para reduzir os custos operacionais em nível global.Em uma declaração interna, à qual a revista semanal Der Spiegel teve acesso, Blume destacou que a redução no quadro de funcionários será necessária para "reduzir os custos administrativos, de infraestrutura e de apoio à atividade principal a um nível competitivo".Segundo o CEO, esses custos no grupo Volkswagen são 20% superiores à média de empresas comparáveis do setor, informou a publicação alemã."Uma estimativa teórica, sem alterações nos custos trabalhistas, apontaria para um ajuste de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo", afirmou Blume. Esses 50 mil cortes se somariam aos outros 50 mil postos de trabalho que a Volkswagen já havia anunciado que eliminaria na Alemanha até 2030, sendo 35 mil na marca Volkswagen e os demais distribuídos entre marcas como Porsche e Audi. O grupo, que emprega cerca de 660 mil pessoas em todo o mundo, anunciou na quinta-feira que reduzirá sua capacidade de produção para nove milhões de veículos por ano, com o objetivo de se adaptar ao cenário do mercado global e ao aumento da concorrência. Apesar do anúncio, a Volkswagen não divulgou detalhes sobre eventuais demissões ou fechamento de fábricas. No mês passado, a revista Manager Magazin estimou que a empresa poderia cortar até 100 mil postos de trabalho em todo o mundo e fechar quatro fábricas na Alemanha. Forte queda no lucro No primeiro trimestre deste ano, a Volkswagen registrou lucro líquido de 1,29 bilhão de euros, uma queda de 29% em relação ao mesmo período do ano passado, principalmente devido à redução das vendas na China e nos Estados Unidos.FONTE ECONOMIA AO MINUTO NOTICIAS.

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