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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Estado lidera combate a empresas suspeitas de lavagem em Goiás.

JUCEG monitora abertura de empresas com suspeitas de lavagem de dinheiro e possível financiamento ao crime organizado.

Entre 2020 e 2025, a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) realizou 24.942 comunicações de operações consideradas atípicas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), número que representa quase metade de todas as notificações feitas pelas juntas comerciais brasileiras no período. O desempenho coloca o Estado como referência nacional em fiscalização, transparência e monitoramento do ambiente empresarial. As ações seguem critérios definidos pela Instrução Normativa nº 76, do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei), responsável por regulamentar a identificação de operações suspeitas durante abertura, alteração ou reativação de empresas. Para fortalecer o controle, a Juceg implantou um sistema automatizado que identifica situações previstas na normativa e gera relatórios enviados diretamente ao Coaf. O mecanismo amplia a capacidade de vigilância sobre movimentações consideradas fora do padrão e reforça os instrumentos legais de prevenção a crimes financeiros.Vigilância constante Segundo o presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, o envio das comunicações não significa confirmação automática de irregularidades, mas demonstra o cumprimento rigoroso das obrigações legais previstas na legislação federal. Ele destaca que Goiás alcançou posição de destaque nacional no combate a práticas ilícitas ligadas ao ambiente empresarial. Somente em 2025, a autarquia registrou 2.761 comunicações relacionadas à abertura de múltiplas empresas pela mesma pessoa física ou jurídica em intervalo inferior a seis meses, principal ocorrência considerada atípica. Também foram identificados 367 casos envolvendo pessoas politicamente expostas, além de 296 registros com participação de menores de idade, incapazes ou idosos acima de 80 anos em sociedades empresariais.Outras 56 ocorrências envolveram empresas com sócios, procuradores ou administradores domiciliados em localidades classificadas como paraísos fiscais. As informações encaminhadas ao Coaf subsidiam análises da inteligência financeira nacional e podem colaborar com investigações conduzidas pela Polícia Federal e demais órgãos de controle no enfrentamento à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região.FONTE JORNAL CONTEXTO NOTICIAS GO

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