O corpo do seu ex-marido, Ari Albuquerque, também foi encontrado no local.
Ele é o suspeito de ter cometido o crime, que foi caracterizado como feminicídio pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.A servidora Roseli Vanda Pires Albuquerque, 47, foi encontrada morta na madrugada deste sábado (21) em seu apartamento no município de Nova Prata, na serra gaúcha.O corpo do seu ex-marido, Ari Albuquerque, também foi encontrado no local. Ele é o suspeito de ter cometido o crime, que foi caracterizado como feminicídio pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ex-vereadora de Nova Prata, Roseli atuava como diretora administrativa da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer. Ela deixa um filho de 26 anos. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Liliane Kramm, o suspeito tinha a chave do apartamento e acesso ao prédio e chegou ao local por volta das 3h30. Foi nesse horário que Roseli chegou a ligar para a mãe e mandar a mensagem "vem aqui", mas ela estaria dormindo no momento. Quando a mãe chegou ao local, encontrou os dois corpos e acionou a Brigada Militar. A delegada afirmou à Folha que a vítima havia feito um registro de ameaça contra o suspeito em 2017. Eles haviam se separado recentemente, após um casamento de 28 anos. A secretaria na qual a servidora trabalhava lamentou a morte. "Roseli foi uma mulher de grande destaque na vida pública e uma vereadora atuante na defesa dos direitos das mulheres e das políticas públicas do esporte e da inclusão das pessoas com deficiência", disse a pasta, em nota. Este foi o sexto feminicídio registrado no estado neste mês, número que representa uma alta em relação a fevereiro do ano passado, segundo o governador Eduardo Leite (PSD). "Depois de anos em que nós conseguimos reduzir esse tipo de crime no Rio Grande do Sul, os casos infelizmente voltaram a crescer em 2025 e seguem alta nesse início de 2026. Isso é inaceitável, é revoltante e a gente não pode nem vai normalizar isso", disse o governador em vídeo publicado na rede social. Leite disse que o estado ampliará as medidas de combate à violência contra a mulher e afirmou que o tema não pode ser contaminado pelo clima eleitoral. No ano passado, o país bateu recorde de registro de feminicídios, com ao menos quatro casos por dia. O estado gaúcho foi o sétimo, com 73 ocorrências. Em Fevereiro deste ano, o presidente Lula (PT) lançou um plano de combate ao feminicídio, mas os detalhes e as ações para implementar os objetivos do pacto não foram apresentados na ocasião.Fonte Justiça ao Minuto Noticias.
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