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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Mulher perde duas casas e casamento após vício em apostas: "Perdi tudo"

Assíria Macêdo, de 29 anos, acumulou dívida de R$ 50 mil com plataformas como o “Jogo do Tigrinho”. Após repercussão nas redes, conseguiu apoio psicológico e tenta reconstruir a vida.

Uma extensionista de cílios de 29 anos usou as redes sociais para relatar como o vício em apostas online impactou sua vida. Moradora de Fortaleza, Assíria Macêdo afirma que perdeu duas casas e se separou do marido após acumular uma dívida de R$ 50 mil com plataformas como o “Jogo do Tigrinho”.Em um vídeo publicado no Instagram, ela contou que começou a apostar há cerca de quatro anos. “Como é que eu posso começar explicando essa situação?”, questionou no início do desabafo. “Há mais ou menos quatro anos eu me envolvi nos jogos online, no famoso ‘Jogo do Tigrinho’, que vem destruindo tantas vidas, inclusive destruiu a minha”, afirmou.O jogo citado por ela funciona como um cassino online, com promessas de ganhos rápidos e elevados, prática considerada irregular no país. Mesmo assim, Assíria acabou se envolvendo após ver relatos de pessoas que diziam estar lucrando. “Eu vi muita gente ganhando dinheiro, [e pensei] então se isso aqui está dando certo vai dar certo para mim também e deu”, contou. Nos primeiros meses, ela afirma que chegou a ganhar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, o que reforçou a confiança nas apostas. Com o tempo, no entanto, os ganhos deram lugar a perdas frequentes. Quando percebeu, já estava profundamente envolvida. “Se chegasse alguém para mim dizendo: ‘Ah isso é mentira’, eu brigava com a pessoa. Eu não tinha controle. Se eu tivesse cinco mil na minha conta, eu jogava cinco mil. Se eu trabalhasse, eu pegava o dinheiro e jogava. E isso me destruiu. Destruiu a minha vida, destruiu o meu casamento, destruiu os meus pais. Eu perdi tudo”, relatou. Segundo ela, o marido tentou ajudá-la diversas vezes, chegando a pagar parte das dívidas, mas acabou também sendo impactado financeiramente. O casal vendeu a casa onde morava para tentar quitar os débitos, mas a situação não se resolveu e terminou em separação. A família também foi afetada. Os pais de Assíria venderam o próprio imóvel para ajudá-la, mas o valor não foi suficiente. Ela afirma que passou a dever a agiotas e que, diante do atraso nos pagamentos, começou a sofrer cobranças diretas.“Uma das pessoas a quem eu devo foi lá em casa e levou a minha televisão. Já vendi tudo em casa, pouquíssimas coisas tenho em casa, já vendi praticamente tudo. Estou com inúmeras dívidas atrasadas, tem gente me ligando e não sei o que fazer”, disse. Hoje, ela afirma reconhecer o vício e pede ajuda. “Hoje eu reconheço que eu sou viciada e que eu preciso de ajuda. Eu só queria pagar as minhas dívidas e trabalhar. Não posso nem ter acesso ao meu celular, pois está me destruindo, está destruindo a minha mente”, declarou. Assíria conta que decidiu se afastar do celular por conta da pressão psicológica constante, já que recebe ligações diárias de cobradores. Sem recursos, diz que já vendeu tudo o que podia e que atualmente ela e os pais estão vivendo com ajuda de conhecidos. “Eu estou muito arrependida de todas as escolhas que eu fiz. O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje eu reconheço que estou doente, mas antes eu não reconheci, nunca assumi, nunca aceitei ser viciada ou ser doente. […] Só eu sei o que eu faço para poder ficar bem e não consigo. Esse é meu último pedido de socorro e eu espero ser ajudada”, desabafou.No vídeo, ela pede ajuda financeira, mas também destaca a necessidade de apoio psicológico para recomeçar. Assíria trabalha com alongamento de cílios e afirma que deseja retomar a atividade. Após a repercussão do caso nas redes sociais, ela conseguiu iniciar acompanhamento psicológico gratuito.FONTE BRASIL AO MINUTO NOTICIAS.

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