CONTRA COVID 19 "COVID MATA"

CONTRA COVID 19 "COVID MATA"

sábado, 18 de abril de 2026

Tratamento contra câncer de mama pode deixar sequelas no coração.


Pesquisa liderada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) mostra que alterações no sistema nervoso e nos vasos sanguíneos persistem mesmo com exames cardíacos normais.

O avanço dos tratamentos contra o câncer de mama tem ampliado a sobrevida das pacientes, mas um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association revela um efeito silencioso e duradouro: mulheres tratadas com certas terapias podem desenvolver alterações cardiovasculares anos após o fim do tratamento, mesmo quando os exames indicam um coração saudável.A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), em parceria com o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), além de instituições no Brasil e nos Estados Unidos. O estudo buscou entender por que pacientes tratadas com medicamentos como a doxorrubicina e o trastuzumabe apresentam maior risco de doenças cardiovasculares no longo prazo. Foram avaliadas 23 mulheres cerca de oito anos após o término do tratamento, em comparação com um grupo saudável. Utilizando técnicas avançadas, os pesquisadores identificaram uma hiperatividade do sistema nervoso, com níveis 31% superiores aos do grupo controle, um estado de alerta constante que impacta diretamente o organismo. Essa alteração está associada a uma redução de 26% na capacidade de realizar exercícios físicos. Além disso, as pacientes apresentaram vasos sanguíneos mais rígidos, dificultando a circulação do sangue durante o esforço. Mesmo com a função de bombeamento do coração preservada, o estudo detectou sinais de desgaste no organismo, como aumento do estresse oxidativo e alterações no sangue, mudanças que não aparecem nos exames cardíacos convencionais. Segundo Allan Kluser Sales, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) explica “O que observamos é que, mesmo quando o coração parece normal, há uma disfunção importante no sistema que controla a circulação. Isso ajuda a explicar por que muitas pacientes relatam cansaço persistente anos após o tratamento”, afirma Allan. Na prática, os achados ajudam a explicar sintomas como fadiga e intolerância ao exercício, muitas vezes atribuídos apenas ao sedentarismo, mas que podem ter origem em alterações fisiológicas duradouras. Os resultados reforçam a necessidade de acompanhamento cardiovascular contínuo em pacientes que tiveram câncer de mama, especialmente aquelas expostas a terapias com potencial cardiotóxico.FONTE LIFESTYLE AO MINUTO NOTICIAS.

Nenhum comentário:

Recém-casada, mulher de sargento é detida pelo ICE nos EUA.

Hondurenha de 22 anos vive no país desde bebê e foi presa ao tentar se registrar como esposa de militar. Caso expõe entraves no sistema migr...