Madalena Gordiano fechou acordo com a família para qual trabalhou sem receber salários fixos em Patos de Minas (MG).
Sete meses após ser resgatada em
condições análogas à escravidão em Patos de Minas, a 415 km de Belo Horizonte,
a doméstica Madalena Gordiano, de 47 anos, fechou um acordo de indenização com
a família para qual trabalhou por 38 anos sem salário fixo e direitos
trabalhistas. Madalena ficará com o apartamento onde viveu com a família,
avaliado em R$ 690 mil, na região Central de Patos de Minas, e com um carro SUV
que custa aproximadamente R$ 70 mil. O acordo foi homologado pela Justiça do
Trabalho nesta quarta-feira (14). Ele é referente aos salários, verbas
trabalhistas e indenização por dano moral sofrido pela doméstica. A juíza Maila
Vanessa Costa, no entanto, ressaltou que o termo não indica confissão por parte
dos réus de crime de submissão ao trabalho escravo e não impede que novos
processos sejam abertos para julgar as possíveis práticas. Alexander Santos, um
dos advogados que acompanhou Madalena na ação movida pelo Ministério Público do
Trabalho, avaliou como positivo o resultado do acordo. — Foi satisfatório
dentro das possibilidades. Esta ação poderia se arrastar por anos, já que tem
questões complexas, mas a própria Madalena já tinha nos manifestado o interesse
de encerrar o assunto de uma vez e ter garantias mínimas para que consiga viver
em segurança. Até então Madalena não tinha casa. Atualmente ela vive com uma
assistente social que a acolheu. A reportagem tenta contato com a defesa da
família para qual a domésticava trabalhava. Histórico
Madalena foi resgatada em dezembro de 2020 em operação do Ministério
do Trabalho com a Auditoria-Fiscal do Trabalho e a Polícia Federal. Na época,
ela contou que conheceu a família aos 8 anos, após bater na casa para pedir
comida e ficou morando no local. Passados alguns anos, sem terminar os estudos,
ela deixou de viver com a dona do imóvel para morar com a família do filho da
matriarca, que é professor universitário. Segundo as investigações, as
condições análogas à escravidão foram mantidas.Na época, os auditores também
apuraram que a doméstica chegou a se casar com um tio da esposa do professor,
herdou uma pensão de R$ 8 mil após a morte dele e não ficava com o dinheiro. O
advogado Alexander Santos explica que Madalena voltou a receber integralmente a
pensão e agora vive com a renda. O dinheiro também será usado para quitar o
restante do financiamento do apartamento que ela ganhou no acordo. — Nós
fizemos os cálculos do valor estimado do imóvel e o valor abatido para fechar o
acordo e a Madalena aceitou finalizar o processo assim.( Fonte R 7 Noticias
Brasil)
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