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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Comer na praia: alerta sobre os riscos invisíveis dos alimentos no calor.

Exposição ao sol, falta de refrigeração e higiene inadequada aumentam o risco de intoxicação alimentar no verão; especialista lista o que levar, o que evitar e como proteger as crianças.

Sol, praia, piscina e passeios ao ar livre fazem parte da rotina de férias, mas um detalhe muitas vezes negligenciado pode transformar o lazer em dor de cabeça ou em atendimento de emergência. O consumo de alimentos expostos ao calor por tempo prolongado aumenta significativamente o risco de intoxicação alimentar, especialmente em crianças.Segundo Renata Riciati Nutricionista materno-infantil, especialista em seletividade alimentar e comportamento alimentar infantil, o perigo não está apenas em alimentos visivelmente estragados. “Entre 5 °C e 60 °C ocorre a chamada zona de perigo, em que bactérias se multiplicam rapidamente, mesmo sem alterar cheiro ou sabor”, explica. Entre os microrganismos mais comuns nesse cenário estão Salmonella, E. coli, Staphylococcus aureus e Bacillus cereus, capazes de causar diarreia, vômitos, febre e desidratação quadro que pode evoluir de forma grave em bebês e crianças menores de cinco anos. O sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, o que torna as crianças mais vulneráveis às doenças transmitidas por alimentos. “Em adultos, uma intoxicação pode ser leve, mas em crianças pode levar à desidratação rápida, queda de pressão e até internação hospitalar”, alerta Renata. Além disso, muitos alimentos consumidos por crianças, como papinhas, laticínios e preparações caseiras, são mais perecíveis e não contêm conservantes, aumentando o risco quando ficam fora da refrigeração. O que levar para a praia ou passeios no calor Alimentos mais seguros Opções secas ou pouco perecíveis são as mais indicadas quando o lanche ficará fora da geladeira: Pães simples (francês, integral, de forma) Torradas e biscoitos simples, sem recheio Bolos simples, sem cobertura ou recheio cremoso Castanhas e oleaginosas (para crianças maiores, sem risco de engasgo) Barrinhas de cereais simples Duração segura: até 4–6 horas, em local fresco e seco. Frutas Frutas inteiras como maçã, pera, banana, tangerina e uvas são mais seguras Inteiras: até 6 horas | Cortadas: no máximo 2 horas Alimentos refrigerados (com cuidado) Iogurte Queijos Sanduíches simples (pão + queijo) Devem ser mantidos em bolsa térmica com gelo reutilizável Até 2–4 horas bem refrigerados | Sem refrigeração: máximo de 1–2 horas Alimentos que devem ser evitados no calor Especialmente fora da geladeira: Maionese e patês Carnes, frango e peixe Ovos e preparações com ovos crus ou malcozidos Leite e derivados Papinhas caseiras sem conservação térmica Molhos e recheios cremosos Arroz, massas e purês deixados fora da geladeira Saladas cruas, salada de frutas e sucos naturais Frutos do mar “Para crianças pequenas, não vale o risco. Se não houver garantia de conservação adequada, o ideal é evitar”, reforça a nutricionista. Como acondicionar corretamente os alimentos Bolsa térmica Boa vedação Dois ou mais gelos reutilizáveis Alimentos já devem ir frios (nunca quentes) Recipientes adequados Potes limpos, com tampa firme Separar alimentos secos dos úmidos Evitar papel-alumínio em alimentos ácidos Cuidados extras Manter a lancheira fora do sol Nunca deixar dentro do carro Consumir o quanto antes Comer em barracas e ambulantes: atenção redobrada O consumo de alimentos vendidos em praias e piscinas exige cuidado, principalmente quando há crianças envolvidas. Principais riscos Falta de controle de temperatura Higiene inadequada Exposição a insetos, poeira e areia Origem e conservação desconhecidas O que observar antes de comprar Prefira locais que: Mantenham alimentos cobertos Utilizem caixas térmicas fechadas Usem luvas ou pegadores Apresentem boa higiene geral Evite se: O alimento estiver morno Houver moscas sobre os produtos O vendedor manipular dinheiro e comida ao mesmo tempo Opções mais seguras; Água mineral lacrada; Bebidas industrializadas fechadas; Milho cozido bem quente; Tapioca feita na hora e bem passada; Picolés industrializados com embalagem intacta; Alimentos mais arriscados (especialmente para crianças) Sanduíches com maionese; Cachorro-quente exposto; Queijos, camarão e peixe; Salada de frutas; Açaí não industrializado; Sucos naturais com gelo de origem desconhecida. “No verão, o cuidado com a alimentação precisa ser redobrado. Levar lanches simples de casa, observar a conservação e evitar alimentos de risco são atitudes que protegem a saúde, principalmente das crianças”, conclui Renata Riciati.Fonte Lifestyle ao Minuto Noticias.

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