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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Operação expõe rombo milionário no Samu de Goiânia e leva servidor à prisão por fraudes entre 2022 e 2024

No período da gestão de Rogério Cruz (SD), recursos públicos destinados à manutenção e operação da frota foram utilizados de forma irregular, 

Colaboração de Raphael Bezerra A Operação Check-up 192, deflagrada nesta sexta-feira, 28, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF), revela um cenário de deterioração profunda e suspeitas de desvio milionário no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia. As investigações apontam que, entre 2022 e 2024 — período da gestão de Rogério Cruz (SD) —, recursos públicos destinados à manutenção e operação da frota foram utilizados de forma irregular, em um esquema que simulava serviços, fraudava despesas e mantinha ambulâncias fora de circulação enquanto registrava gastos como se estivessem plenamente ativas. Embora o valor final do rombo ainda esteja sendo consolidado, fontes da investigação apontam que o prejuízo pode alcançar cifras milionárias, envolvendo superfaturamento, uso de oficinas clandestinas e emissão de notas fiscais falsas. Um servidor municipal — cujo nome não foi divulgado — foi preso temporariamente, suspeito de participação direta no esquema. “Os contratos foram, entre 2022, 23 e 24, o previsto eram 8 milhões de reais e, ao menos, 2,4 milhões foram destinados às viaturas do SAMU”, explicou o delegado da PF, André Monteiro. Segundo a Polícia Federal, o investigado exercia papel operacional no grupo, interferindo na gestão das ambulâncias e na contratação dos serviços fraudulentos. “As evidências apontam para a atuação de agentes públicos que não apenas tinham conhecimento das irregularidades, mas participaram ativamente de sua execução”, afirmou a PF em nota. “A prisão tem como objetivo impedir que documentos sejam destruídos e que o investigado influencie outros envolvidos.” Frota parada, gastos em alta e serviço em colapso Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela 5ª Vara Federal Criminal — sete em Goiânia e dois em Aparecida de Goiânia. Entre os alvos estão servidores da Prefeitura de Goiânia, empresários e pessoas físicas suspeitas de montar uma engrenagem para justificar gastos inexistentes na manutenção da frota do Samu. A CGU afirma que o grupo registrava serviços que nunca foram executados, principalmente manutenções mecânicas e substituição de peças. “Identificamos situações em que ambulâncias permaneceram longos períodos paradas, mas constavam como plenamente funcionais nos registros oficiais, gerando despesas incompatíveis com a realidade”, destacou Susana Kroehling. “Há fortes indícios de que recursos destinados a garantir socorro de urgência foram desviados.”A deterioração do serviço ficou evidente ao longo de 2024. Em 4 de julho, uma escala interna obtida pelo Jornal Opção revelou que apenas cinco ambulâncias estavam realmente em circulação — número insuficiente para atender à população de Goiânia. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) declarava que sete viaturas estavam operando. Servidores denunciaram sobrecarga, falta de manutenção e abandono da frota. “Existe a frota aqui; se consertar, dá para trabalhar até resolver o problema”, relatou um trabalhador, sob anonimato. Outro descreveu o cenário como “insustentável”. Ao longo do período investigado, o colapso operacional levou inclusive a mortes por falta de atendimento, como reportado pelo Jornal Opção em diferentes ocasiões. Rombo milionário e responsabilidade administrativa A CGU trabalha na consolidação dos valores desviados, mas já admite que o impacto financeiro é significativo. “O dano ao erário pode alcançar cifras milionárias, considerando a quantidade de notas fiscais suspeitas e o período prolongado das irregularidades”, afirmou o órgão. A PF reforça que a investigação mira tanto os responsáveis diretos quanto eventuais beneficiários. “O objetivo é identificar toda a cadeia envolvida e assegurar que os recursos destinados ao Samu sejam devidamente aplicados”, disse a corporação. Próximos passos Documentos, computadores e celulares foram apreendidos e serão analisados pelas equipes de investigação. O servidor preso deve ser ouvido nos próximos dias, e sua eventual conversão para prisão preventiva dependerá de novos elementos. A Prefeitura de Goiânia será notificada para prestar esclarecimentos e poderá responder administrativamente caso as irregularidades sejam confirmadas.Fonte Jornal Opção Noticias.


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